Dobrar o patrimônio é um objetivo comum entre investidores que buscam crescimento acelerado, mas poucos entendem o que isso realmente significa. Afinal, a maioria conhece o destino, mas não compreende o caminho.
Sendo assim, falar em “multiplicar o capital” não é sobre promessas fáceis. É sobre compreender os mecanismos matemáticos por trás do retorno, saber identificar investimentos de alta rentabilidade – curto prazo, e construir uma carteira capaz de sustentar esse ritmo com disciplina e método.
Antes de mais nada, o investidor precisa entender dois conceitos essenciais: o MOIC e a taxa mínima necessária para dobrar o capital. Vamos entender mais?
O que significa dobrar o capital? O papel do MOIC
Resumidamente, dobrar o capital significa alcançar um MOIC de 2,0x. Aqui, MOIC significa Multiple on Invested Capital — ou múltiplo sobre o capital investido.
Um MOIC de 2,0x indica que cada R$ 1 investido se transforma em R$ 2. É um múltiplo simples, direto e extremamente útil.
O investidor deve observar o MOIC porque ele traduz o efeito do retorno acumulado, independentemente da volatilidade do caminho. Ou seja, é uma métrica que revela se o ativo, ou a carteira, entrega o crescimento desejado dentro do prazo.
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Qual rentabilidade é necessária para dobrar o dinheiro em 3 anos?
Para dobrar o capital em três anos, precisamos encontrar a taxa anual equivalente que transforma 1 em 2 no período. A fórmula é:
FV=PV⋅(1+r)nFV = PV \cdot (1 + r)^nFV=PV⋅(1+r)n
Onde:
- FV = valor futuro (2);
- PV = valor presente (1);
- r = taxa anual;
- n = número de anos (3).
Substituindo:
2=(1+r)32 = (1 + r)^32=(1+r)3
Resolvendo:
1+r=21/31 + r = 2^{1/3}1+r=21/3 r=21/3−1r = 2^{1/3} – 1r=21/3−1 r≈0,2599(25,99% ao ano)r \approx 0,2599 \quad (25,99\% \text{ ao ano})r≈0,2599(25,99% ao ano)
Conclusão:
Portanto, para dobrazr o capital em 3 anos, o investidor precisa de uma taxa anual composta de aproximadamente 26% ao ano. É esse número que define o mapa. A seguir, analisamos as classes de ativos que podem atingir, ou até superar, essa faixa em cenários adequados.
Por que olhar para diversas classes de ativos?
Nenhuma classe isolada entrega 26% ao ano de forma consistente. A força está na combinação — não no ativo individual.
No mercado tradicional, poucas opções chegam perto dessa marca. É por isso que os investimentos de alta rentabilidade – curto prazo vêm ganhando espaço: eles ampliam o potencial de retorno sem exigir exposição excessiva à volatilidade da Bolsa.
Agora que você sabe onde precisa chegar, vamos às cinco classes capazes de compor uma carteira com potencial real para atingir esse múltiplo.
Renda fixa otimizada: a fundação do crescimento acelerado
Por mais contraditório que pareça, o primeiro passo para dobrar capital é construir base estável. Debêntures corporativas de curto prazo, CDBs com taxas elevadas, fundos de crédito e instrumentos atrelados ao CDI com spreads acima da média ajudam a criar um piso de rentabilidade acima da renda fixa tradicional.
Esses ativos dificilmente entregam 26% ao ano sozinhos, mas oferecem o primeiro bloco de estabilidade. Isso porque eles reduzem a volatilidade e permitem que o investidor direcione a parte estratégica do capital para classes mais agressivas.
Lembre-se: a renda fixa otimizada não dobra patrimônio sozinha, mas viabiliza o processo.
Fundos multiestratégia: desempenho superior ao tradicional, com gestão ativa
Fundos multiestratégia trabalham com juros, moedas, crédito, volatilidade e oportunidades globais. Por isso, eles conseguem entregar retornos acima do CDI de forma recorrente, utilizando capacidade técnica que não está disponível ao investidor individual.
Esses fundos raramente chegam ao patamar de 26% ao ano isoladamente, mas são valiosos para compor a taxa final da carteira. Afinal, eles reduzem o impacto de períodos ruins na renda variável e suavizam oscilações e, sendo assim, são importantes para construir retorno acumulado.
Em uma estratégia de três anos, a consistência pesa tanto quanto a velocidade.
Renda variável especializada: o motor que impulsiona o MOIC
A renda variável continua sendo a classe com maior potencial de multiplicação dentro do mercado tradicional. Sendo assim, estratégias bem selecionadas, como ETFs globais, setores defensivos, empresas exportadoras e ações com histórico de lucros crescentes, podem gerar saltos de performance em janelas específicas.
Nesse tipo de portfólio, a renda variável não domina a carteira. Ela impulsiona a taxa média. Alguns anos positivos podem compensar períodos neutros em outras classes.
Quando combinada com ativos estáveis, a renda variável ajuda a empurrar o retorno composto para perto do patamar desejado.
Ativos alternativos estruturados: o pilar central dos investimentos de alta rentabilidade – curto prazo
Aqui está a classe que, de fato, pode aproximar a carteira do retorno de 26% ao ano. Recebíveis empresariais, operações dolarizadas curtas, royalties artísticos, contratos judiciais e outras estruturas securitizadas com prazos entre 6 e 24 meses entregam:
- retornos superiores ao mercado tradicional;
- fluxos previsíveis;
- baixa correlação com juros ou Bolsa.
Esses ativos não dependem do humor do mercado. Afinal, eles dependem de contratos, faturamento, direitos creditórios e pagamentos estruturados. São, portanto, fundamentais para elevar a taxa anual da carteira sem introduzir volatilidade excessiva.
Logo, a combinação correta desses ativos pode gerar MOICs muito superiores ao mercado tradicional em períodos relativamente curtos.
Operações dolarizadas e híbridas: retorno somado à proteção cambial
As operações dolarizadas de curto prazo entregam dois motores simultâneos: rendimento e variação cambial. Assim, mesmo que o dólar não tenha grandes movimentos, a simples combinação entre taxa da operação e ajuste cambial anualizado produz retorno acima da média.
Quando o câmbio se valoriza, essas operações se tornam um catalisador de crescimento:
>Quando o câmbio se estabiliza, continuam entregando retornos elevados;
>Quando o câmbio cai, parte do risco é amortecida pelo rendimento intrínseco da estrutura.
Assim, operações híbridas funcionam como estabilizadoras e, ao mesmo tempo, aceleradoras do retorno composto.
Antes de seguir: descubra sua própria carteira capaz de dobrar em 3 anos
Se você chegou até aqui, já entendeu que dobrar o capital não depende de um único ativo, mas da combinação inteligente entre classes diferentes, prazos diferentes e fluxos diferentes. E, apesar de todo esse conhecimento ser valioso, existe algo ainda mais importante: descobrir como essa lógica funciona na sua realidade, com o seu patrimônio, seu perfil e seu ritmo de vida.
E a Hurst tem um simulador que te ajuda exatamente nisso. Isso porque ele calcula, de forma simples e visual, uma carteira capaz de alcançar um MOIC de 2,0x no período desejado, incluindo todas as classes que explicamos neste artigo. A ferramenta mostra como diferentes combinações de ativos aceleram ou desaceleram o retorno composto, e revela quais ajustes tornam a estratégia mais eficiente.
É quase como olhar para a versão futura do seu dinheiro, só que com método. E, caso você queira entender cada resultado em detalhes, um assessor da Hurst pode te acompanhar nessa jornada. Para isso, basta acessar o simulador e, dentro da própria tela, pedir ajuda — sem compromisso e no seu ritmo.
Conclusão: dobrar o patrimônio é matemática, estratégia e disciplina
Não existe milagre financeiro. Existe método. Isto é, para dobrar o capital em três anos, o investidor precisa mirar uma taxa anual composta próxima de 26% ao ano.
Isso é atingível? Sim — desde que o portfólio seja construído com inteligência. Primeiro, estrutura-se a base com renda fixa otimizada e em seguida, adicionam-se estratégias profissionais em fundos táticos.
Depois, integra-se a renda variável especializada.
Fnalmente, complementa-se com ativos alternativos estruturados e operações dolarizadas. Essa combinação, quando feita com disciplina, cria exatamente o ambiente necessário para alcançar um MOIC de 2,0x com consciência e alinhamento ao risco!
Dobrar o patrimônio deixa de ser um sonho distante e passa a ser uma consequência lógica de uma carteira bem construída.
