Para falarmos de exemplos de ativos alternativos, primeiramente precisamos defini-los: os ativos alternativos são uma classe que tem crescido nos últimos anos, principalmente após a crise econômica de 2008, quando foi necessário encontrar uma nova maneira de investir fugindo da queda da Bolsa.  

Aplicar em ativos alternativos se tornou uma boa alternativa justamente porque eles não estão listados na Bolsa e não são negociados por bancos ou instituições financeiras. 

Alguns exemplos de ativos alternativos: 

  • Mercado imobiliário 
  • Ativos empresariais 
  • Ativos florestais 
  • Ativos judiciais 
  • Private Equity 

Vamos entender melhor como esses ativos alternativos funcionam e por que são uma melhor opção se comparados com alguns produtos de renda fixa e variável? 

Mercado imobiliário 

Esse talvez seja o ativo alternativo mais popularizado no Brasil. Muitas pessoas já investem na construção de imóveis residenciais ou comerciais. Nesse caso, o rendimento vem da locação ou venda desses espaços. 

Indo além, por ser um ativo que está diretamente relacionado à economia real, investir no mercado imobiliário pode trazer lucro não só para o bolso do investidor, mas também um retorno significativo para a sociedade e economia local. 

Ao aplicar capital na construção de edifício comercial, por exemplo, o investidor irá ter retorno direto proveniente do aluguel do espaço, claro, mas também irá movimentar a economia local, gerar empregos diretos e indiretos e contribuir para a valorização daquela região. 

Ainda falando de ativos imobiliários temos os loteamentos, que dizem respeito, por exemplo, à divisão de grandes terras em lotes menores, abertura de vias e outras ações que contribuam para a venda de lotes que possam ser utilizados para construção de imóveis. 

Também é uma classe de ativos bastante explorada no Brasil. 

Ativos empresariais 

Esses ativos são originados da compra de ativos de outras empresas.  

Podem ser recebíveis (duplicatas, direitos creditórios ou recebíveis de cartão de crédito), maquinário e equipamentos de infraestrutura ou imóveis comerciais. 

Uma maneira de investir em ativos empresariais é através da compra de recebíveis. 

A empresa fecha negócio para produção de um determinado produto, com pagamento a prazo. Para isso, uma duplicata é emitida, registrando que o valor será recebido em determinado momento. 

Para iniciar a produção do produto acordado, entretanto, é necessário que a empresa tenha dinheiro em caixa. Com o objetivo de gerar essa liquidez, a empresa vende o recebível em questão. 

Do outro lado estão os investidores, que adquirem esses recebíveis com desconto, podendo ser parcelas ou o total, e recebem o valor acordado com a empresa. 

Ativos florestais 

Como o nome já deve sugerir, os ativos florestais nada mais são do que investimentos em áreas de florestamento.  

Esse tipo de ativo alternativo começou a se popularizar nos Estados Unidos na década de 1980, quando os empresários do ramo perceberam que, uma vez alienados, os ativos florestais poderiam gerar caixa para pagamento de dívidas e também para alavancar o processo produtivo. 

A aplicação em ativos florestais funciona através da compra de terras onde será feito o reflorestamento. A empresa responsável cuida da produção do início ao fim – plantio, colheita e venda. E é daí que vem a rentabilidade. 

Ativos judiciais 

Um dos exemplos de ativos alternativos mais populares, e a principal maneira de investir em ativos judiciais, é através da compra de precatórios. 

Precatórios são ordens judiciais de pagamento que têm como beneficiário uma pessoa física ou empresa que tenha movido um processo contra um órgão público ou governo municipal, estadual ou federal. 

O título precatório só é emitido após o trânsito em julgados do processo (quando a ação passa pelas três instâncias jurídicas). Depois disso, começa o prazo para pagamento, que em teoria deveria ser de até 30 meses, entretanto, há filas de espera que chegam a ultrapassar os 10 anos. 

Com esse atraso, se tornou comum a prática de venda de precatórios por cessão de crédito, que dá ao credor liquidez e ao investidor, rentabilidade. 

Nesses casos, o credor negocia o título precatório por um valor abaixo do que o acordado judicialmente, com a condição de receber o dinheiro antecipadamente. 

O investidor que compra esse título tira a rentabilidade do deságio dessa compra e também da correção monetária instituída para cada tipo de precatório. 

Private Equity 

private equity é um tipo de ativo alternativo que consiste em investir em empresas não listadas na Bolsa de Valores de forma privada, como o nome sugere. O investidor faz o aporte diretamente na empresa em troca de um percentual de participação. 

É um tipo de investimento voltado para empresas já estabelecidas no mercado e/ou com grandes chances de crescimento, o que diminui consideravelmente o risco. Normalmente quem negocia as aplicações são fundos de private equity. 

Na maioria dos casos, quando essas empresas conseguem de fato se consolidar e alcançar os objetivos estipulados, é comum que elas se tornem empresas de capital aberto e sejam incluídas na Bolsa de Valores. 

Quando chega esse momento, os fundos saem do investimento, vendem sua parte no negócio e daí tiram o lucro.