A transformação no setor imobiliário que tanto falamos está acontecendo. Observamos que a devastação econômica causada pelo coronavírus não é uma notícia muito nova. Ao longo dos anos tivemos diversos ciclos de altas e baixas, onde por hora era momento de adquirir imóveis como formato de investimentos e em outros momentos era melhor passar bem longe.

O que quero mostrar no texto que escolhemos para vocês hoje é que, sempre que pensarmos em investimentos, devemos analisar estrategicamente primeiro o cenário macro e depois, conforme ambientes mais positivos, analisarmos o micro.

Isso nada mais quer dizer do que observar a economia como um todo, depois descer para como é que está o setor desejado e por último, como funciona, quais garantias e quais riscos se terá com um investimento X.

A matéria da Infomoney “Casas maiores, escritórios menores: pandemia revoluciona mercado imobiliário”, não é diferente da tecla que viemos batendo desde o princípio da crise. A revolução no jeito de morar e principalmente, trabalhar, dificilmente está terminando. Leia abaixo os principais trechos que ressaltam esta ideia e exemplificam a tese com teorias e estudos de outros players do mercado imobiliário.

 

Cerca de 35% das empresas venderam em negociações durante a pandemia, mostra pesquisa de mercado

O setor imobiliário foi impactado pela pandemia de coronavírus, mas o tom entre os especialistas é otimista em relação aos efeitos que a crise pode trazer.

Entre as mudanças mais significativas, está um processo reverso ao que vinha sendo observando: “se antes a tendência era a diminuição de espaços e de vivência em espaços compartilhados, a pandemia exige o oposto: espaços maiores e mais confortáveis, já que as pessoas passam muito mais tempo dentro de suas respectivas casas e estão sentindo falta de uma varanda, de um escritório bem estruturado e vão querer mudar”, afirmou Fábio Tadeu Araújo, sócio Dirigente da Brain Inteligência Estratégica.

Segundo Fábio, é preciso se atentar às tendências demográficas a partir de agora. “As grandes cidades do Brasil já possuem, em sua maioria, famílias de no máximo três pessoas. O mercado imobiliário vai ter que se adaptar.

Ventos de mudanças

Fernando Didziakas, Sócio da Buildings, que monitora principalmente escritórios corporativos, afirma que, segundo uma pesquisa da empresa, 80% das empresas de SP acreditam que a partir de agora terão escritórios menores.

“E isso é um processo: casas maiores, escritórios menores. Vamos observar uma redução da metragem da empresa e uma melhora na qualidade do home office, que vem funcionando”, diz.

Uma pesquisa conduzida pela Brain Inteligência mostra que 56% das empresas de incorporação venderam durante a crise.

“Desse total, 60% foram vendas derivadas de uma negociação iniciada durante a pandemia. Ou seja, podemos dizer que cerca de 35% das empresas venderam em negociações durante a pandemia, o que indica que com certeza existe venda neste momento”, afirma a Brain.

As empresas estão mais preparadas para vender digitalmente e contatar digitalmente, se essa pandemia tivesse acontecido quatro, cinco anos atrás o impacto teria sido muito maior. Muitas empresas estão avançando para oferecer a jornada de compra do imóvel 100% online.

Guilherme Werner, sócio da Brain, informa que, paralelamente, outra pesquisa com 600 consumidores feita em abril mostrou que 20% dos entrevistados têm a intenção de comprar de um imóvel novo.

“É natural que diante do cenário em que vivemos essa intenção seja postergada, mas também o encolhimento não denota um pânico, apenas um receio prudente”, diz.

Ainda, nessa mesma pesquisa, na edição de março, 1% dos entrevistados tinha acelerado a compra de um imóvel por conta da pandemia. Em abril, o número subiu para 5%.

Recuperação do setor

“Hoje, não chegamos nem perto dos números da gripe espanhola, por exemplo, mas temos um fator a mais: a tecnologia. Ela tem capacidade de propagação de incerteza muito grande, ao mesmo tempo que tem a capacidade de reestruturação muito maior. Ou seja, o ponto de retomada pós pandemia vai acontecer embora no médio prazo no setor. A depender, claro, das regiões que sofreram mais com a crise. O mercado imobiliário deve ser analisado de maneira local, microrregião por microrregião”, diz Cristiano Rabelo, CEO da Prospecta Inteligência Imobiliária.

Marcos Araujo, CEO e Fundador da Datastore, acredita que o mercado imobiliário está mais resiliente hoje.

“Todo mundo saiu muito castigado da crise [gerada pelo] impeachment e mudanças interessantes foram promovidas, incluindo corpo de funcionários mais enxuto e terceirização de muitas atividades. A grande maioria dos incorporadores acreditava em ano muito bom, mas sem explodir a oferta”, explica.

O setor imobiliário está atravessando a crise com dificuldades, mas sem impactos muito severos por enquanto. “O foco será fazer os lançamentos já previstos serem os melhores, com os melhores terrenos e projetos.

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