Ativos reais são uma classe de ativos descorrelacionada com a Bolsa de Valores e o mercado financeiro tradicional. 

São ativos inseridos na economia real e, portanto, estão diretamente ligados à capacidade produtiva e de geração de riquezas de uma sociedade. 

Neste texto você entenderá tudo sobre os ativos reais: o que são, como surgiram, exemplos de ativos reais, mercado e como investir. 

O que é economia real 

Antes de tudo, é importante uma breve definição sobre a economia real. 

Trata-se do setor da economia responsável por gerar riquezas e, consequentemente, retornos significativos para a sociedade. 

É a economia agindo diretamente no seu dia-a-dia. Todo mundo tem contato com a economia real todos os dias. 

Quer um exemplo? 

Alguns dos índices que estão ligados à ela são a taxa de desemprego do país, o PIB, a inflação, a quantidade de indústrias, etc. 

Dessa forma, investir nos ativos reais significa investir diretamente na economia real e gerar mais benefícios para a sociedade como um todo. 

O que são ativos reais 

Podemos dizer que os ativos reais são a forma mais antiga de investimento. 

Isso porque antes mesmo da invenção de termos como Bolsa de Valores, renda fixa e títulos públicos, as pessoas já investiam em ativos reais. 

A explicação para isso é que esses ativos, muitas vezes, são bens físicos e palpáveis.  

Em outras palavras, é tudo aquilo que se pode tocar. Que existe no “mundo real”. 

Portanto, podemos dizer que essa forma de investir sempre existiu, mas esteve ‘esquecida’ pelo investidor comum durante anos. 

Já os grandes investidores, os verdadeiros milionários, nunca deixaram essa forma de investir de lado. 

Mas foi a partir da crise do subprime, que eclodiu em 2008, que o mercado voltou seus olhos para os ativos reais novamente. 

Naquele momento, a busca era por um tipo de investimento que não sofresse com as quedas da Bolsa e que rentabilizasse mais do que a renda fixa. 

E foi nos ativos reais que esses investidores encontraram a verdadeira diversificação. 

O principal motivo é que essa classe de ativos está descorrelacionada com a Bolsa e tem baixíssima ou nenhuma volatilidade. 

Isso quer dizer que naquele momento em que a maioria das pessoas estavam perdendo dinheiro com os investimentos tradicionais, quem já conhecia essa opção continuava a lucrar. 

E isso se mostrou uma verdade não só naquele momento, como em todas as outras crises, quedas da Bolsa e circuit breakers que se seguiram depois. 

Inclusive durante a pandemia do coronavírus. 

Tendo em vista as quedas bruscas da taxa de juros no Brasil, os ativos reais também demonstraram ser uma excelente opção para rentabilizar muito sem se expor à Bolsa. 

Exemplos de ativos reais 

Apesar de um conceito bastante simples e com exemplos presentes no dia-a-dia da população, muita gente não sabe dizer exatamente o que pode ser considerado um ativo real. 

Por isso, preparamos uma lista de exemplos de ativos reais para te ajudar: 

  • Imóveis de todo tipo, incluindo terrenos e fazendas; 
  • Maquinário industrial 
  • Veículos 
  • Títulos públicos judiciais 
  • Recebíveis de empresas 
  • Moedas e cédulas raras 
  • Obras de arte, vinhos e carros antigos
  • Empréstimos no modelo peer-to-peer 
  • Crowdfunding imobiliário 
  • Royalties de propriedade intelectual 
  • Entre outros… 

Ativos reais x investimentos tradicionais 

Você já deve ter entendido superficialmente que os ativos reais nada têm a ver com os investimentos tradicionais, certo? 

Mas de forma mais aprofundada, vamos pontuar algumas diferenças entre eles e os investimentos tradicionais. 

Em primeiro lugar, os ativos reais não são oferecidos por bancos, corretoras e grandes instituições financeiras. 

Podemos dizer que eles estão fora desse radar. 

Como já citamos neste artigo, os ativos reais em sua grande maioria são bens palpáveis, o que difere e muito dos ativos financeiros. 

Esses ativos negociados no mercado tradicional, como ações, debêntures, commodities entre outros, são meras representações ideais da propriedade ou de uma obrigação. 

São papéis. Mas você não consegue, de fato, pegar uma ação com as mãos ou levar um commoditie para sua casa, por exemplo. 

Vale lembrar, por fim, que apesar de apresentarem uma maior segurança e não estarem correlacionados com a Bolsa, os ativos reais não são considerados renda fixa. 

Isso porque os investimentos de renda fixa possuem rentabilidade pré-estabelecida no momento do aporte. 

Já nas operações envolvendo esses outros ativos, as rentabilidades são sempre estimadas levando em consideração o cenário base, pessimista e otimista. 

Esses três principais pontos já fazem uma diferença considerável em outros aspectos, como a forma com que os ativos reais são negociados e até mesmo a rentabilidade esperada. 

Por isso é tão importante ter em mente essas diferenças e de que forma as características de cada um dos produtos podem beneficiar seu portfólio. 

Ativos Reais e Ativos Financeiros

Mercado dos ativos reais 

Após a popularização desses ativos durante a crise de 2008, uma maior movimentação começou a ser feita em torno desse mercado. 

Aos poucos, foram surgindo empresas e plataformas especializadas em oferecer o investimento em ativos reais. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela PwC, em 2016 o mercado de ativos reais já havia batido a marca de $7,7 trilhões em investimentos.  

Na ocasião, a previsão era de que até o final de 2020 o setor ultrapasse os $15,3 trilhões. 

Entretanto, o mercado ainda precisava se educar sobre o assunto. 

Ativos Reais no Brasil

No Brasil, o cenário começou a mudar a partir de 2017 quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou a atividade de crowdfunding de investimentos no país. 

O crowdfunding de investimento no Brasil começou a ser praticado antes de haver uma norma da CVM que estabelecesse suas regras, com base em uma exceção das regras de ofertas públicas de grandes empresas que já era normatizada desde 2002.  

A partir de então, começaram a surgir no país em 2014, plataformas que solicitaram autorização à CVM para realizarem essas ofertas. 

Como a experiência foi bem-sucedida, a CVM em 2017 publicou uma norma à Instrução CVM nº 588/17, regulamentando essa modalidade de oferta pública de investimentos no Brasil. 

Projeções indicam que até o ano de 2025 esse modelo de financiamento possa atingir a marca de 90 bilhões de dólares em arrecadações no mundo todo, e que o Brasil tem potencial para representar ao menos 10% disso. 

Segundo dados divulgados pela própria CVM, o número de plataformas que oferecem esse tipo de serviço no Brasil passou de apenas quatro em 2016 para 26 em 2019.  

É um mercado em expansão, e os números de captação do período demonstram isso bem: em 2016 foram captados R$ 8.342.924. Já em 2019, o montante captado passou para R$ 63.790.005. 

Na maioria dos casos, os ativos reais não se encaixam nas definições de valor mobiliário. 

Porém, quando falamos sobre a forma com que são distribuídas as operações, cabe a regulação do órgão. 

A partir desse momento, as primeiras plataformas de investimento nesse tipo de operação começaram a surgir no Brasil, dentre elas a Hurst Capital, a primeira do nicho. 

Como investir em ativos reais

Com toda a teoria explicada, partamos para a etapa prática: o investimento. 

Investir em ativos reais já foi uma opção apenas para os ultra-ricos, mas a democratização do acesos a esses investimentos tem ganhado força 

Hoje, o investidor do varejo – como você -, pode investir em ativos reais e diversificar de verdade sua carteira. 

O primeiro passo é ter em mente seus objetivos de médio e longo prazo e analisar seu portfólio. 

O recomendado é que a alocação em ativos reais não ultrapasse 30% de todo seu patrimônio investido. 

É importante que você também possua investimentos em renda fixa e variável. Como não cansamos de dizer, colocar todos os ovos na mesma cesta não é nada seguro. 

Com seu perfil e objetivos analisados, é hora de encontrar a melhor plataforma de investimento em ativos reais. 

E é aqui que a Hurst entra em cena! 

Como pioneiros no mercado de ativos reais do Brasil temos a missão de universalizar o acesso a essa classe. 

E o fazemos por meio do uso da tecnologia e da expertise de profissionais com anos de carreira e que originaram ativos para os grandes bancos e instituições. 

Agora, chegou a vez que levar essas oportunidades até você. 

Somos uma plataforma autorizada e fiscalizada pela CVM, com mais de R$400 milhões originados para 3 mil investidores em 10 países. E você pode ser o próximo. 

Acesse nossa PÁGINA DE OPERAÇÕES e fique por dentro das oportunidades disponíveis. 

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