A 20° Carta de Grandes Gestores desta semana mostra os ativos reais como um caminho para a diversificação. Leia sobre o posicionamento no relatório “STILL LOOKING FOR ALTERNATIVES? HOW ABOUT REAL ASSETS” da gestora Franklin Templeton. Fundada em 1947 em Nova York. A instituição possui mais de US$ 1,4 trilhões sob gestão e também está presente no Brasil.

Considerações iniciais

Concentramo-nos nos sinais de que a economia global está se recuperando após a recessão induzida pelo COVID, mas que as perspectivas permanecem extraordinariamente incertas.

Revisamos as pressões inflacionárias que fazem parte de uma nova narrativa do mercado que viu os ativos reais se recuperarem. Destacamos a necessidade dos formuladores de políticas fornecerem suporte coordenado e contínuo.

 

  • Ventos contrários contínuos para o crescimento global

O coronavírus empurrou a economia global para uma recessão profunda, embora o ímpeto de crescimento tenha melhorado. Os riscos para a recuperação tendem para o lado negativo, em parte devido à ameaça de uma possível segunda onda de infecção.

A incerteza política contribui para que as perspectivas permaneçam menos claras do que o normal.

  • Inflação moderada em todas as economias

Acreditamos que as mudanças na inflação são impulsionadas principalmente pela demanda, mas as expectativas estão próximas de mínimos históricos. Embora seja prematuro encerrar a produção globalizada, sua influência pode ser moderada como resultado do onshoring.

  • Políticas de emergência

Em resposta à atual crise do vírus, as medidas de emergência superaram as expectativas, mas as vitórias fáceis podem já ter sido alcançadas, enquanto a necessidade de coordenação da política fiscal está aumentando.

  • É necessária uma gestão ágil

Embora reconheçamos o potencial de retorno de longo prazo para as ações, acreditamos que a política pode ter um impacto crescente nos mercados financeiros e vemos preocupações de curto prazo que diminuem nosso entusiasmo.

Adotamos uma postura neutra em relação aos ativos de risco e acreditamos que os desafios que os mercados atuais apresentam exigirão uma gestão mais ágil.

 

Em busca da diversificação natural

Em uma carteira de múltiplos ativos, buscamos aqueles que proporcionem potencial de diversificação. A ampla liquidez impulsionou muitos mercados a níveis elevados, o que nos levou a ativos alternativos para ações e títulos.

As exposições a investimentos que oferecem diversificação natural e proteção contra a inflação imprevista estão no topo de nossa lista de desejos.

Investimentos como os títulos do Tesouro protegidos contra a inflação podem ajudar a fornecer resiliência contra um aumento inesperado do IPCA. Manter tais ativos pode aumentar significativamente o potencial de retorno e reduzir a volatilidade da carteira durante cenários de “choque” de mercado.

 

 

Diversificação em ativos alternativos

Ativos alternativos podem mostrar potencial de retorno não correlacionado também. O mercado imobiliário é amplamente considerado como uma proteção contra um aumento geral na inflação.

No entanto, a recessão do coronavírus afetou a demanda por escritórios, espaço de varejo e a habilidade dos inquilinos para continuar a pagar o aluguel.

Da mesma forma, ainda que alguns tipos de propriedades podem resistir a esta tempestade, e até mesmo potencialmente se beneficiar de um aumento modesto em inflação, adotamos um postura mais cautelosa nesta classe de ativos.

Lançando a rede mais amplamente, podemos ver ativos que dão exposição a mercados totalmente não correlacionados.

Quaisquer perdas nestas áreas normalmente não seriam ligadas a movimentos nos mercados financeiros. Esta categoria improvável de investimento de nicho  pode se tornar uma grande parte da tradicional carteira de múltiplos ativos.

Às vezes no mercado financeiro sob estresse,  são oferecidos ativos alternativos que podem ser vistos como uma proteção contra a degradação no restante dos investimentos.

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