Muita gente questiona se a internet contribuiu para desvalorizar o mercado de música. Essa dúvida é consequência dos acontecimentos passados relacionados ao surgimento da rede mundial de computadores.

A indústria da música faturava muito com a venda de CDs (antes eram os discos de vinil) e fitas cassetes. Mas, no final dos anos 1990, quando a internet começou a se popularizar, o setor musical entrou em crise por causa da onda de baixar música gratuitamente.

Havia plataformas que permitiam o compartilhamento de arquivos musicais entre os usuários – e isso era ilegal – resultando em prejuízos para gravadoras e artistas.

Porém, devemos ponderar. Era um período de transição em que um modelo de negócio estava chegando ao fim para dar espaço a outro, mais moderno e em linha com as novas tecnologias que surgiam.

Soluções foram criadas

Essa mesma internet que em um primeiro momento prejudicou o setor musical, criou novas formas de execução das obras que, podemos afirmar, salvaram o setor de um colapso.

Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas assinam plataformas de streaming em todo o mundo. Mas uma quantia bem maior que não é assinante, ainda assim ouve músicas pelos mesmos canais que oferecem gratuidade dentro de um limite de uso.

Essas execuções geram remuneração para as partes responsáveis pela produção das obras. Desde então, o mercado musical voltou a crescer e a se tornar lucrativo.

E a vantagem é que a internet possibilita a rastreabilidade das músicas executadas nas plataformas de streamings, de áudio ou vídeo. O que torna mais fácil a cobrança dos direitos autorais e a devida remuneração dos artistas.

Nos anos de 2020 e 2021, quando os shows presenciais estavam proibidos por causa da pandemia, foram as plataformas de streaming as principais fontes de repasse de recursos aos artistas. Sem poder sair de casa, muita gente aumentou o tempo dedicado a ouvir música pela internet, o que compensou as perdas ocasionadas pelas restrições de mobilidade vigentes naquele momento.

O perfil do mercado de música segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, IFPI na sigla em inglês, está dominada pelos serviços de streaming (46%), seguida pela venda de mídia física, com 19,5%.

Então, considerando as soluções em uso nos dias atuais, podemos dizer que a internet não desvalorizou o mercado de música. Ao contrário, tornou-a mais acessível tanto para artistas quanto para usuários.

Mas como funciona a cobrança dos direitos autorais?

A cobrança dos direitos autorais é feita pelo ECAD (Escritório Central de Arrecadação), instituição privada, fundada em 1976, com base na Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pela atual Lei de Direitos Autorais brasileira – 9.610/98. 

É uma entidade de grande importância, pois sem o ECAD seria praticamente impossível garantir os direitos dos artistas no que diz respeito à remuneração deles.

O ECAD possui fiscais que visitam festas, restaurantes, bares, lojas e qualquer outro lugar onde haja execução de canções. As músicas tocadas em rádios, TVs, streaming e shows precisam pagar os direitos autorais e conexos ao Escritório Central. Dos valores arrecadados, 85% são distribuídos aos titulares, 10% ficam no ECAD e 5% são direcionados às associações que representam a classe. 

Segurança para royalties musicais  

Essencial para os artistas, o ECAD também é de suma importância para que o mercado de royalties musicais funcione de forma segura e transparente. Isso porque ele é o lastro da operação, pois acompanha, fiscaliza, cobra e garante a arrecadação para pagamento aos verdadeiros proprietários. 

Sendo assim, quando a Hurst adquiriu os direitos musicais de artistas do funk, forró, sertanejo, rock nacional e MPB, o fez não só porque os artistas e suas obras são muito bem avaliados, mas também pela certeza de que os direitos serão depositados pelo ECAD. 

Agora que você sabe o quanto a internet ajuda o setor musical a funcionar corretamente, entre na plataforma da Hurst e conheça as oportunidades de investimento em royalties musicais ou em outros ativos alternativos.