Já imaginou pagar para que alguém levasse o seu produto embora?

Foi o que aconteceu no mercado futuro do petróleo. Isso pode parecer pouco provável e, de fato, foi a primeira vez que aconteceu. 

Mas por que?

Além de te responder neste texto, também vamos relacionar tudo isso com os seus investimentos para te mostrar qual é o melhor caminho neste cenário. 

O que de fato aconteceu? 

Estavam sendo negociados em Nova Iorque contratos futuros de petróleo, que é uma commodity do tipo West Texas Intermediate (WTI), um destaque no mercado americano.  

Isso significa que existiam compradores e vendedores assumindo a obrigação de receber e de entregar o produto fisicamente nos oleodutos de Cushing, Oklahoma, nos Estados Unidos, caso continuem com os contratos. 

Cada contrato traz consigo 1.000 barris e se encerraria dia 21 deste mês – isso tanto para quem comprava, quanto para quem vendia. Aqueles que estavam “comprados”, iriam receber o produto físico ao longo do mês de maio. 

Você pode ter se perguntado por que isso é ruim, certo?

Bem, acontece que com a crise do Covid-19, o mercado de petróleo também foi extremamente afetado, já que sua demanda caiu abruptamente e seu preço vem sofrendo quedas desde o início do confinamento. 

Com o mercado de petróleo saturado e não consumido, os estoques começaram a ficar lotados e distribuidoras, como as de Oklahoma, não conseguiriam receber os produtos por falta de espaço. 

O preço de abertura de um barril no dia da queda (20), foi de US$17,73 e seu fechamento foi de US$37,63. Foi uma queda extrema de US$55,90, 305,97% por barril e foi aí que surgiu a história do preço negativo, onde se pagou para que levassem o produto. 

Sim, isso mesmo que você leu.

 

É a primeira vez que isso acontece desde 1983, quando se iniciaram as negociações. Os produtores também preferiram se desfazer da comodity e acabaram pagando para que alguém ficasse com seus barris. 

Em um dia normal, era só encontrar um intermediário que repassasse os barris para uma distribuidora, mas nesse caso, essa tática não funcionou tendo em vista a falta de espaço para o estoque. 

A maioria dos investidores não querem de fato receber mil barris de petróleo por contrato, apenas lucrar com as variações. Quem comprou um contrato teria que vendê-lo para se desfazer da posição, e nisso poderia realizar tanto lucro quanto prejuízo conforme a precificação do mercado.  

Um dos motivos técnicos para a queda foi que a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) havia tentado um plano de corte diário de 9,7 milhões de barris na produção para reequilibrar os preços do petróleoMas o cenário de estagnação originado pelo coronavírus fez com que a demanda global caísse 30% e a tática não funcionou.  

Para o Morgan Stanley, apenas a justificativa de funcionamento da oferta e demanda não justifica o ocorrido e fatores específicos e mais técnicos devem ser observados 

Pouquíssimos players do mercado queriam comprar os contratos por falta de espaço para armazenamento. Os investidores que estavam comprados quiseram se desfazer dos contratos custe o que custar e acabaram pagando US$ 37,60 por cada barril. Para eles, o custo de armazenamento do produto era mais caro do que se desfazer do bem.  

E assim tivemos pela primeira vez o preço dos contratos futuros de petróleo negativo.  

Como cada contrato continha mil barris, quem operava comprado em um único contrato, teve um custo de US$37.600,00Um único barril de 159 litros era negociado em torno de US$60 no começo do ano de 2020 e não havia ficado abaixo dos US$10.  

Para a Price Futures Group de Chicago, nem os especuladores irão adquirir estes contratos, já que o espaço para armazenamento está se esgotando e as refinarias estão operando em baixa devido à falta de demanda. Price ainda destaca que “não há muita esperança de que as coisas possam mudar em 24 horas.” 

Em se tratando dos analistas do Morgan Stanley, o armazenamento de petróleo nos EUA deve atingir sua máxima de 522 milhões de barris até junho. O caminho para a recuperação total permanece longo e incerto”, afirmam. 

O movimento de queda tão expressivo mostra a deterioração dos mercados globais. Os baixos preços em barris de petróleo também estão acontecendo no Canadá. 

E a situação no Brasil?

Como já sabemos, o mercado internacional também reflete no Brasil, isso porque além de estarmos sofrendo juntos na Pandemia, as nossas petroleiras, principalmente a Petrobras, também estão expostas, ou seja, suas receitas diminuem com o preço do petróleo e seus custos de armazenamento também podem aumentar.  

Em entrevista à revista Veja, Adriano Pires, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), relatou que “a Petrobras reduziu sua projeção de investimento em 30%, de 12 bilhões de dólares em 2020, para 8,5 bilhões. Isso é ruim para o Brasil. Estamos falando da maior empresa brasileira “. 

O diretor também relatou que como cai a demanda por óleo e gás e nossa principal petroleira é Petrobrás (estatal), a arrecadação através de royalties do governo neste ano diminuirá de 35% a 40% se comparado ao ano passado. 

Aqui no Brasil, além destes casos refletirem negativamente no país, também temos o cenário de uma bolsa de valores instável que antes rompia máximas históricas e agora bate recorde de circuit breakers, nossa taxa de juros está no menor patamar já visto, em apenas 3,75%.  

Para onde correr agora

É notório que os mercados estão todos desregulados e fora de controle, mas qual seria uma saída para você investidor? 

Em momentos como estes, devemos voltar ao que é básico, devemos olhar para a economia e investir em ativos reais, que são bens ou direitos que estão na economia real e que de fato geram um retorno mesmo diante destes inúmeros cenários.   

Uma grande vantagem é que é possível adquirir bens e direitos mais barato do que valem e ainda lucrar muito com isso. Parece simples e é.  

Isso porque em ativos como os Precatórios, não há correlação com o mercado financeiro e por ser um ativo judicialmuitas vezes a verba destinada que irá pagar o investidor já está separada pronta para ser usada. 

Você só precisa responder uma coisa para mim, ou melhor, para você mesmo: 

Você prefere ter grandes chances de perder o seu patrimônio, como na bolsa ou comprando commodities tipo o petróleo, ou investir em um ativo seguro e esperar para receber um lucro com a melhor taxa do mercado? 

 Você pode garantir uma rentabilidade de mais de 20% que já é fixada no momento da compra do título.

Isso porque adquirimos o Precatório por um preço menor do que o valor de face. E em se tratando do risco, é o governo quem te paga, o risco de crédito é baixo já que valor para pagamento do ativo já entrou dentro do orçamento público! 

Adquirir este ativo é ter a tranquilidade da renda fixa junto com a rentabilidade da bolsa em épocas de Bull Market! 

Nós da Hurst Capital, temos o melhor time do mercado de Precatórios só esperando para falar com você e te mostrar mais sobre essa oportunidade que vai salvar seu patrimônio e ainda vai permitir grandes ganhos! 

Já dizia Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos: “Seja medroso quando os outros são gananciosos e seja ganancioso quando os outros estão com medo”.

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