Você já deve ter ouvido falar de IPCA. Mas você sabe do que se trata? Bom, IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi criado com o intuito de mensurar a variação dos preços de produtos e serviços. O IPCA é hoje o índice oficial de inflação do País.

Os dados que compõem o IPCA são coletados entre o primeiro e o último dia de cada mês e incluem nove grupos de produtos e serviços, a saber: 

Alimentação e bebidas; artigos de residência; comunicação; despesas pessoais; educação; habitação; saúde e cuidados pessoais; transportes e vestuário. Esses grupos ainda são divididos em subgrupos. 

A coleta das informações acontece em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, concessionárias de serviços públicos e até mesmo em domicílios para verificar os valores dos aluguéis.

Qual o impacto da variação do IPCA nos meus investimentos?

A inflação corrói o poder de compra e da mesma forma reduz a rentabilidade real de um investimento. Por exemplo, se você investir R$ 100 em um produto que prometa retorno de 10%, ao final do período prometido você terá R$ 110. 

Mas vamos supor que no período em que seu dinheiro esteve investido a inflação foi de 5%. Significa que o ganho obtido é apenas nominal e não real porque houve redução do poder de compra. Neste caso específico, a rentabilidade real foi de 4,76% (e não de 5% como uma simples subtração possa sugerir).

Como calcular a rentabilidade real 

Se você faz a subtração 10% (de rentabilidade) menos 5% (de inflação) terá como resultado 5%. Mas é preciso cuidado porque este percentual não é o verdadeiro ganho real. Para descobrirmos o percentual correto de ganho real é preciso fazer outra conta.

 O cálculo certo considera o valor aplicado com a rentabilidade prometida (R$ 110) dividido pelo valor aplicado acrescido da inflação (R$ 105) menos o número 1. 

A fórmula é essa: 110/105-1. O resultado será 0,0476190476. Para facilitar a leitura basta multiplicar este resultado por 100. Ficará: 4,76190476. Aí, aplica-se a regra de arredondamento e temos 4,76%.

Alguns investimentos protegem contra a inflação

O exemplo acima tem como base um produto que oferece rendimento maior que a inflação. Mas e se o investimento em questão for atrelado à taxa Selic, que hoje está em 2,75% ao ano? 

Como a previsão de inflação é de 4,5% em 2021, o investidor terá rentabilidade real negativa, ou seja, perderá dinheiro se investir em um produto desses ou na Poupança (que será ainda pior).

Por essa razão há produtos financeiros atrelados à inflação como o IPCA+, um título público federal, que dá como retorno o índice inflacionário do período somado a uma taxa prefixada em contrato. 

Fundos imobiliários com grande exposição ao IPCA também possuem essa proteção, assim como alguns títulos privados. 

Aluguel de imóveis podem ser corrigidos pelo IPCA, porém, a maioria usa outro índice, o IGP-M, que em 2020 foi bem mais rentável, mas essa é outra história.

Acontece que mesmo com proteção inflacionária, esses produtos de renda fixa do mercado financeiro tradicional tendem oferecer uma rentabilidade baixa, ainda que real. 

Ativos alternativos são opções

Para conseguir uma rentabilidade real maior vale a pena apostar nos ativos alternativos. A Hurst é especialista nesse segmento, e oferece diversas oportunidades aos investidores.

Um exemplo é o precatório estadual de São Paulo. Seu valor de face é corrigido por IPCA+Poupança. Somado ao deságio, esses índices formam a rentabilidade total da operação. O retorno esperado, de 18,5% ao ano, é líquido de fees e bruto de impostos.

Outro precatório, o IBM x Prefeitura de São Paulo, conta com a mesma base para formação de sua rentabilidade, mas o retorno é maior, de 19,76% ao ano.

Agora que você sabe qual é o impacto da inflação sobre seus rendimentos, consulte a Hurst e saiba como investir em ativos alternativos.