Já imaginou se o investimento da poupança ao invés de ser considerado uma das piores aplicações da atualidade, fosse na verdade uma das melhores opções para você? E se um país determinasse que a poupança deveria ser focada em ativos alternativos com ótimo rendimento? E não para por aí, as empresas menores seriam ajudadas e isso movimentaria a economia real que foi duramente afetada pelo coronavírus.

Isso pode até parecer algo surreal, mas você sabia que a Itália aprovou recentemente um decreto que tem justamente como objetivo criar um novo modelo de poupança individual para a população italiana usando ativos alternativos para compor as carteiras que se apresentarão como uma excelente alternativa ao plano que já existe?

Veja abaixo o resumo com tradução livre da matéria da Forbes Itália “Via libera nel Decreto Rilancio ai Pir per investire nelle non quotate. Ecco come funzioneranno”

Plano Individual de Poupança para os italianos

O Decreto recentemente aprovado pelo Governo Italiano prevê o aprimoramento dos planos de poupança de longo prazo (PIR) já existentes na Itália. O objetivo seria direcionar as economias privadas para o mundo dos negócios.

Essa proposta também serve para facilitar a recuperação do sistema italiano após o grande choque nas atividades econômicas, principalmente na produção, que foi causada pela pandemia global.

A proposta de Assogestioni

Esta proposta veio da Assogestioni, associação italiana de empresas gestoras de ativos, fundada em 1984. Seu foco é representar as principais empresas italianas que operam na Itália. A ideia seria complementar os planos de poupança de longo prazo. Assim, haveria a integração dos ativos alternativos.

Isso faria com que os investidores olhassem com melhores olhos os planos de poupanças incentivados pelo governo, uma vez que eles passariam a conter ativos mais atrativos para canalizar as economias privadas.

O novo projeto denominou este novo plano como PIR Alternativo (Plano de Poupança de Longo Prazo com Ativos Alternativos), que seriam direcionados principalmente para clientes mais capitalizados. Uma vez que deve ser considerado a ausência de liquidez nas carteiras utilizadas, ou seja, uma maior capacidade dos investidores de entrar na operação  seria fundamental para manter o PIR Alternativo.

Assim, a Assogestioni mostra que passou a ser essencial inserir ativos alternativos para os investidores italianos. Esses investimentos alternativos que serão utilizados nada mais são do que investimentos em formato de um financiamento alternativo para empresas menores tanto da Itália. O decreto também abrange outros membros da União Européia, que não terão apenas bancos para lhes fornecer crédito, e sim o investimento da própria população, por exemplo.

Formação da poupança italiana

Os antigos planos individuais de poupança de longo prazo (PIR), introduzidos pela lei orçamentária de 2017 e integrados ao decreto tributário vinculado à lei orçamentária de 2020 para apoiar a economia real italiana, obtiveram sucesso com os poupadores italianos, estabelecendo-se como uma força de crescimento da economia.

Só em 2018 a poupança dos italianos chegava a 340 bilhões de euros, mais de 20% do produto interno bruto da Itália,  atingindo o nível mais alto dos últimos vinte anos. Sua população tem a cultura de investir em sua própria economia real e este novo decreto reafirma este costume.

O desafio associado a esse objetivo é conseguir criar portfólios mais vinculados aos segmentos de mercados menos líquidos. Justamente por esse motivo estão ainda mais próximos de empresas menores.

“É necessário fazer ainda mais para apoiar a economia real e o desenvolvimento do mercado financeiro nacional”, explica Assogestioni em uma de duas notas sobre o assunto.

Concluindo

Embora já seja possível investir em ativos alternativos que não apresentam grande liquidez nos PIRs comuns, os Planos Individuais de Poupança que já existem na Itália não são totalmente adequados para esse fim.

Um dos motivos é que existe restrição de investimento no valor de 30 mil euros por ano e limite de alocação de 10% da carteira para ativos ilíquidos. Essas limitações serviriam para a construção de carteiras totalmente líquidas.

Por isso, A Assogestioni propôs o lançamento de um PIR especializado em um instrumento alternativo para complementar o PIR comum, dedicado a investimentos alternativos que não estão disponíveis na bolsa de valores.

Em particular, o investimento direcionado a empresas menores não só na Itália, como também nos demais membros da União Européia ou em países aderentes ao Acordo sobre o Espaço Econômico Europeu, possibilita benefícios fiscais previstos nesse novo modelo não só para as empresas, como também leva uma rentabilidade melhor aos investidores.

Para ler a matéria na íntegra, acesse:

Via libera nel Decreto Rilancio ai Pir per investire nelle non quotate. Ecco come funzioneranno