A TIR – Taxa Interna de Retorno – nada mais é do que o percentual de rentabilidade que um investimento pode prover a seus detentores. É um importante indicador tanto para a análise da viabilidade de um projeto ou como critério para a escolha de um investimento. No entanto, como critério de avaliação a TIR não deve ser utilizada sozinha. Na verdade, ela compõe uma série de indicadores que servem para a tomada de decisões de um investidor. 

Também conhecida como IRR (Internal Rate of Return), ao ser calculada, a TIR deve ser sempre comparada ao que chamamos de Taxa Mínima de Atratividade, que recebe a sigla de TMA. O que seria essa TMA? É a taxa de um investimento livre de risco. 

Ora, para diversificarmos nosso portfólio, correndo riscos maiores, nossa exigência é de que o retorno seja maior. De forma prática, a aplicação em ativos como ações, precatórios ou royalties musicais deve ter um retorno em percentuais acima da taxa básica de juros (Selic), hoje em 3,5%, mas com projeções de ser elevada para até 6%. 

Investimentos devem render mais que a Selic

Assim, precisamos ter em mente os juros projetados (TMA futura) antes de tomar uma decisão. Por exemplo, se a Selic será realmente de 6%, qualquer investimento que venhamos a pensar em colocar em nosso portfólio deve ter um rendimento bem acima disso. 

E quanto maior o nosso risco, maior deve ser essa diferença. Felizmente os ativos reais fornecem uma TIR bem acima de 6% com um risco aceitável. Confira aqui: https://hurst.capital/operation/

Os gestores financeiros fazem uso da TIR para comparar diferentes opções de investimentos. Como regra geral, o investimento com maior TIR deve ser o prioritário. Ora, ganhar 50% é melhor que ganhar 10%, não é mesmo? Mas, na verdade, nem sempre essa regra é válida! 

Veja esse exemplo

Vamos entender com um exemplo simples. Suponha que você receba a seguinte proposta: até o final da leitura deste texto, há duas opções de investimento sem risco. Na primeira, você me empresta R$ 1,00 e recebe de volta R$ 0,50. Na segunda, me empresta R$ 10,00 e recebe de volta R$ 1,00. 

A princípio, se observarmos as duas propostas com base somente na TIR, tendemos a pensar que a primeira é muito mais atraente, pois a rentabilidade é de 50%, bem acima dos 10% da segunda. 

Mas se você pensar bem, a segunda tem um valor absoluto de retorno maior, R$ 1,00 contra R$ 0,50. E as duas opções são de curtíssimo prazo e livres de risco. Eu optaria por emprestar os R$ 10,00 e você? 

Além disso, o cálculo da TIR passa pelo princípio de que os fluxos de caixa futuros são reinvestidos na própria TIR e não no custo de capital da empresa. Desta forma, ela não relaciona o custo de capital e o valor do dinheiro no tempo como o VPL.

Não se baseie apenas na TIR

Estas questões servem de alerta de que a tomada de decisões de investimentos não deve ser baseada somente na TIR, mas também em outros indicadores, como o Valor Presente Líquido (VPL) e o método Payback. 

Não há como calcular a TIR em calculadora comum. Mas é possível obtê-la facilmente se você tiver uma HP ou utilizar uma planilha Excel.

O importante é saber que para fazer o cálculo são necessários dados como valor inicial, valor final e período de duração do investimento e a Taxa Mínima de Atratividade. 

E é justamente essa praticidade e a fácil interpretação que torna a TIR um indicador tão popular no mundo financeiro. Utilizando a TIR com outros métodos de análise não há como errar em suas decisões. Basta começar!