O noticiário frequentemente fala sobre a taxa Selic, que até pouco tempo estava em seu nível mais baixo na história (2%), mas que começou a subir e em setembro foi fixada em 6,25% ao ano.

Mas você sabe o que é taxa Selic, para que ela é usada e o que esperar dela daqui para frente?

Pois bem, Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, por meio do qual os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras.

E a taxa Selic está ligada aos juros desses títulos públicos que o governo oferece neste sistema. Quem decide o valor dessa taxa é o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias para definir se ela vai subir, descer ou se manter no mesmo patamar.

Influência em outras taxas

Sua importância não se limita a precificar a remuneração de títulos públicos. Mais do que isso, a taxa Selic influencia todas as demais taxas de juros no Brasil. 

Quando você faz um empréstimo bancário ou financia a compra de um veículo saiba que os juros cobrados pelas instituições são calculados a partir da Selic. 

O mesmo vale para juros do cheque especial e do cartão de crédito. Até mesmo o retorno em aplicações financeiras sofre influência dela.

O que esperar?

Agora que você já sabe o que é a Selic e para que é usada, está na hora de saber o que esperar dela.

Há alguns anos a Selic estava em 14% (já chegou a estar em 26,5% em 2003). Patamar em que ela tornava as aplicações de renda fixa bastante atrativas. 

Quando a Selic chegou a 2% ao ano ocorreu o inverso. Muita gente correu para a renda variável que, apesar de mais volátil, é bem mais rentável.

Como a taxa básica de juros voltou a subir, um novo movimento de investidores deve ocorrer, mas também haverá consequências para o consumo e para a economia em geral.

Justamente por influenciar a taxa de juros de todos os produtos financeiros, a Selic é usada como um dos instrumentos para contenção da alta inflacionária. Considerando a situação atual, de inflação alta, a expectativa do mercado é de que a Selic continue a subir.

O próprio Copom já sinalizou isso com base em levantamento feito com economistas de mais de 100 instituições financeiras. Com a expectativa de que 2021 se encerre com inflação de 7,58% é possível que a Selic termine o ano em torno de 8%.

Mas como a Selic pode baixar a inflação?

Com a inflação em alta, o Copom eleva a taxa, fazendo com que todas as outras taxas de juros existentes no mercado também sejam reajustadas para cima. 

A consequência disso é que o crédito se torna mais caro, reduzindo a capacidade de consumo da sociedade. Teoricamente, menos consumo leva à redução de preços e a um índice inflacionário menor. 

Ativos reais

A Selic a 8% vai melhorar a performance da renda fixa, o que é bom para quem tem uma reserva de emergência aplicada. Porém, para obter rentabilidades bem maiores sem o alto risco das bolsas de valores é aconselhado investir em ativos reais, também conhecidos como ativos alternativos.

É possível investir em precatórios, royalties musicais, obras de arte, com retornos que variam de 15% a 25% ao ano, dependendo do tipo de ativo e da operação.

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