Distressed assets, ativos estressados, ativos podresdistressed investing

Há muitos nomes para uma mesma definição. Mas, de forma geral, estamos falando sobre ativos depreciados ou problemáticos, em grande parte, provenientes de massas falidas.

Períodos de crise econômica ou recessão alimentam esse mercado, levando em consideração o alto número de empresas que entram em recuperação judicial ou declaram falência.

A crise de 2008 foi um exemplo, e muita gente acredita que em 2020 essa opção de investimento volte a ser visada pelos grandes investidores. 

Apesar do mercado se beneficiar de momentos de crise, podemos dizer que o lucro vem nos períodos de alta. 

Como investir em distressed assets?

Os distressed assets são investimentos de longo prazo e alto risco, que contam com a recuperação dos ativos em questão

A estratégia é adquirir os ativos a preços baixos no momento em que estão enfrentando dificuldades, e vendê-los em períodos de alta, após recuperados. 

Para que o investimento tenha sucesso, é necessário analisar o potencial de recuperação do ativo, fazendo uma análise profunda que envolve aspectos como administração, acionistas e credores, bem como a análise de documentações financeiras, caixa, capacidade de geração de caixa, etc. 

Em muitos casos a valorização vem após um processo de recuperação da companhia e por isso é importante que o fundo conte com profissionais familiarizados amplamente com as leis vigentes. 

O fundos abutres

Existem fundos especializados em distressed assets – são os chamados vulture funds ou fundos abutres. 

A denominação vem justamente da semelhança com o animal que se alimenta de restos de animais em decomposição e estão sempre em busca de uma refeição fácil. 

Diferentemente desses animais, os fundos abutres procuram ativos e investimentos que demonstram algum sinal de vida, que estão se mexendo e lutam pela sobrevivência, mesmo que muito fracos. Se estivessem totalmente mortos, sequer chamariam a atenção dos analistas.

Exemplos de distressed assets

Apesar de o tipo mais comum de distressed asset estar ligado a empresas e companhias em situação de falência ou recuperação judicial, esse não é o único tipo de ativo que compõe essa classe. 

Podemos separar os distressed assets em outras três categorias principais: 

1) Crédito para pessoa física 

São, em grande parte, grandes carteiras de crédito consignado referentes a financiamentos como casas ou veículos, e que não foram pagas pelos credores, mesmo depois de muito tempo e grandes esforços das instituições financeiras. 

Fundos especializados compram essas carteiras por valores abaixo do total da dívida e lucram com o possível recebimento. 

2) Crédito de órgãos públicos 

Aqui, estamos falando de títulos públicos judiciais, popularmente conhecidos como precatórios.

Esses títulos são emitidos por órgãos públicos após o trânsito em julgado de um processo em que a instituição foi condenada a pagar uma quantia em dinheiro para uma pessoa física ou jurídica. 

3) Crédito contra pessoas jurídicas 

O funcionamento é similar ao do crédito de órgãos públicos, entretanto, o credor aqui é uma empresa. Pode ter diferentes origens, como financiamento bancário.  

Nesse caso, pode se transformar a dívida em um título e vendê-lo por valores abaixo dos de face para investidores que lucrarão com o possível pagamento.