Falamos semanalmente sobre os paydays realizados durante o período de isolamento social causado pela pandemia da Covid-19 no Brasil. Entretanto, é importante também citarmos os casos que foram afetados pelo período e como a situação foi devidamente controlada. 

Hoje, trataremos de uma operação de Recebíveis de Venda de Minério que teve sua rentabilidade atualizada de 19,56% para 24,11% ao ano após a suspensão temporária dos pagamentos. O relato é do executivo responsável pelos Ativos Empresariais na Hurst, Luis Coutinho. 

Em junho de 2019 fomos procurados por uma empresa mineradora do estado do Piauí interessada em levantar recursos para financiar a produção e comercialização de sua mercadoria principal, ATAPULGITA, um mineral encontrado em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. 

Após uma análise do mercado, da empresa solicitante e dos clientes, a operação estruturada envolveu a compra de recebíveis oriundos de um contrato de longo prazo de fornecimento entre a empresa e o seu principal cliente. 

A captação teve início agosto de 2019 e, a partir de setembro do mesmo ano, o cronograma de repasses passou a ser cumprido da maneira esperada. 

Entretanto, em março de 2020 com o início da pandemia da Covid-19, a empresa solicitou suspensão temporária e alongamento do prazo de pagamento, tendo em vista a redução das atividades econômicas em todas as áreas, inclusive a mineração. 

Acertadas as novas condições, foi ajustada nova data de pagamento, 11/06/2020, após 2 meses de suspensão, e o repasse foi cumprido integralmente conforme o acordado. 

Com este repasse, e resultado da negociação estabelecida com a empresa, a rentabilidade anualizada da operação passou de 19,56% para 24,11%. 

Neste caso em específico, o fator crítico de sucesso foi o entendimento da situação da empresa e das condições possíveis de serem cumpridas. 

“Ativos Reais são o ‘novo normal’ em se tratando de classes de ativos para investimentos, pois é uma operação pensada – e estruturada – para trazer benefícios para os detentores destes ativos (neste caso, o empresário) e o investidor, que procura uma rentabilidade acima do mercado com riscos controlados.” 

Como ocorre com operações que, por qualquer motivo, ocorre o atraso no repasse, os investidores foram devidamente comunicados da interrupção dos pagamentos e dos andamentos das providências, conforme previamente acordado. O mesmo aconteceu diante da retomada do cronograma de pagamentos no mês de junho, com comunicados emitidos para todos os investidores que participaram da rodada. 

Todas as comunicações foram feitas destacando os valores a serem recebidos e a devida atualização na rentabilidade anualizada, o que foi recebido pelos investidores com satisfação tanto com relação aos resultados, como também pela retomada do fluxo normal da operação.