Especialistas russos revelam uma mudança global nos investimentos imobiliários. Este fato foi resultado da pandemia do COVID-19, que forçou os investidores a pensar no “anteriormente impensável”.

Em 2019 quase metade (49%) de todos os investimentos feitos pelos fundos voltados ao setor imobiliário eram em imóveis de escritórios. No entanto, esse percentual caiu para 36%. A queda ocorreu não só devido ao cenário de pandemia. 

 

Investimentos imobiliários estão em destaque

Também tivemos outros responsáveis para esta queda. Houve uma migração de capital dentro do setor imobiliário, ou seja, um aumento dos investimentos em imóveis de armazém e logística (de 15% em 2019 para 22% em 2020).

“Essas mudanças de comportamento [dos investidores] podem ter consequências sísmicas para o mercado imobiliário global, uma vez que tais fundos estão entre os maiores investidores imobiliários e têm ações que totalizam centenas de bilhões de dólares”, relata um dos estudos elaborados pela Reuters.

As maiores carteiras de investimento imobiliário são administradas por fundos na Noruega ($ 49 bilhões), Dubai ($ 48,9 bilhões) e Abu Dhabi ($ 43,5 bilhões). De acordo com a Reuters, a SWF investiu US$ 4,4 bilhões em imóveis nos primeiros sete meses de 2020. Isso é 65% menos do que no mesmo período de 2019.

 

 

Investimentos imobiliários na Rússia

Na Rússia, o volume de investimentos em imóveis comerciais no primeiro semestre de 2020 aumentou 74%. O aumento se deveu principalmente ao primeiro trimestre, de acordo com estudo da Colliers International.

Já no segundo trimestre, em meio à pandemia, os investimentos em imóveis comerciais russos caíram ao patamar mínimo dos últimos 12 anos (o volume de transações foi de US$ 491 milhões), de acordo com o relatório da JLL.

A maioria das transações russas voltadas para investimentos (55%) no primeiro semestre de 2020 foram justamente destinadas a investimentos no setor imobiliário residencial. O maior negócio foi a aquisição pelo Grupo PIK de um terreno no norte de Moscou para a construção de um complexo residencial. 

Os investidores ainda continuaram com interesse no setor imobiliário voltado aos escritórios, mesmo com sua participação tendo caído para 24%, ante 35% do mesmo período em 2019.

 

A mudança de tendências causada pela pandemia

A situação da Rússia é significativamente diferente da europeia. Os riscos do país e a ameaça de uma recessão prolongada reduzem a atratividade do mercado imobiliário russo para investidores internacionais mais conservadores.

A pandemia já está levando a uma mudança nas tendências na organização da vida urbana. Após décadas de reconstrução e regeneração dos espaços urbanos, o interesse pela vida fora da cidade está crescendo novamente. 

A proliferação do home office na esfera de empregos de alta remuneração está criando uma nova onda de desigualdade. Isso porque os ricos mantêm seus empregos enquanto trabalham de casa, e os pobres não apenas perdem seus empregos, mas também enfrentam riscos adicionais, uma vez que são forçados a entrar em contato com colegas de trabalho.

Para ler a matéria elaborado pelo jornal russo Banki.ru, acesse:

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