Relatório da CAIA , associação presente em mais de 95 países com o intuito de criar maior alinhamento, transparência e conhecimento para todos os investidores com ênfase em ativos alternativos, fala sobre o aumento do investimento em ativos alternativos, com foco em Private Equity, evidenciado pela crise atual.

Normalmente, os investimentos alternativos, como o private equity, servem como um dos principais impulsionadores do aumento do retorno, enquanto a maioria dos outros investimentos serve para adicionar diversificação e reduzir o risco.

 

Por que houve aumento do investimento em Private Equity?

O impacto causado pela crise financeira global foi o que fez com que os investidores institucionais procurassem reduzir o risco de queda em suas carteiras a fim de evitar outro rebaixamento de 55,4%. Como aconteceu com as ações na crise do subprime em 2007-2009.

À medida que taxas por volta de 7% se tornaram mais difíceis de serem obtidas, os investidores institucionais foram levados a aumentar as suas alocações em investimentos alternativos de maior retorno, como private equity e venture capital.

Entre 2001 e 2009, as pensões americanas aumentaram sua alocação média de investimentos alternativos de 8,7% para 15,7%. Essa medida tomada no passado também influenciou a no aumento da tendência de se investir em ativos diferentes.

Assim, na crise atual, as três maiores alocações em carteiras de fundos de pensão dos Estados Unidos foram Private Equity, Ativos Imobiliários, e Hedge Funds.

Pontos importantes sobre este investimento

O private equity permite que tanto o emissor quanto as empresas selecionadas, se alinhem em torno da criação de valor a longo prazo. Desviando então das oscilações de curto prazo e da volatilidade emocional que vem acontecendo nos mercados públicos.

Os investidores e alocadores devem se comprometer a analisar ciclos de negócios completos se quiserem colher os benefícios de longo prazo causados pelo aumento do investimento em private equity. E, conseguindo ter a mitigação de riscos e a melhoria do retorno das aplicações.

Observamos, por exemplo, que a alavancagem e a avaliação de empresas privadas continuam aumentando. À medida que a alavancagem aumenta, a probabilidade de problemas financeiros aumentar também acontece.

Assim, as empresas que foram objeto do investimento e que estão alavancadas acabam ficando mais propensas a declarar falência do que as empresas de capital aberto. Dessa forma, poderia haver uma queda na lucratividade de fundos de private equity.

O aumento de investimentos em private equity

Na última década, mais de US$ 47 bilhões foram investidos em quase 600 fundos de private equity voltados para os mercados emergentes. Muitos desses investimentos mais bem-sucedidos dos últimos anos foram no mercado chinês.

A participação de investidores de varejo atrairá maior análise neste mercado. Portanto, a participação deve ser acompanhada por um nível maior tanto de educação quanto de proteção proativas que virão dos investidores antes de optarem pelo investimento.

 

Concluindo

Por fim, vale destacar que a crescente globalização do mercado de ativos alternativos se torna outro contribuinte para aumentar o interesse e o investimento geral em ativos alternativos e em especial, fundos de private equity.

Em 2012, mais de dois terços dos investimentos desta categoria foram destinados apenas em empresas norte-americanas. No entanto, até o final de 2016, mais de 45% das empresas desse portfólio de risco estavam concentradas na Ásia. Enquanto isso, apenas um terço dos investimentos foram feitos em empresas norte-americanas.

É provável que os ativos alocados em private equity continuem se expandindo à medida que as necessidades de capital das empresas domiciliadas em mercados emergentes continuem a crescer em relação aos mercados desenvolvidos.

Para ler o relatório da CAIA na íntegra, acesse:

https://caia.org/sites/default/files/caia_next_decade_alternative_investments_2020.pdf