A Forbes divulgou no início deste ano uma lista com os maiores investidores do Brasil e do mundo. Juntos, os cinco brasileiros mais ricos acumulam uma fortuna de US$ 71,5 bilhões, equivalente a R$ 374,6 bilhões considerando a cotação do dólar do dia 9 de fevereiro deste ano. 

São eles: Eduardo Saverin (Facebook), com US$ 19,5 bilhões; Jorge Paulo Lehmann (ABInbev), com US$ 19,4 bilhões; Marcel Herrmann (ABInbev), com US$ 12,6 bilhões; Jorge Moll (Rede D’Or), com US$ 11,3 bilhões; e Carlos Alberto Sicupira (ABInbev), com US$ 8,7 bilhões.

Diversificadores 

Investir uma fortuna e obter rentabilidade sempre não é uma tarefa fácil. Algo que todos os grandes investidores têm em comum é a busca pela diversificação. Todos têm carteiras mais equilibradas em que os ganhos compensam perdas. Isso só é possível quando os portfólios são compostos por ativos chamados descorrelacionados, ou seja, que não tem correlação entre si.  Aqui no blog já explicamos como a correlação impacta nos investimentos. 

Veja mais em: https://blog.hurst.capital/blog/a-importancia-da-correlacao-de-ativos-na-estrategia-de-diversificacao

Quem são os maiores investidores e bilionários brasileiros? 

Eduardo Saverin é cofundador do Facebook, mas saiu da sociedade com Mark Zuckerberg para atuar sozinho como investidor. Estudou na Gulliver Preparatory School, em Miami, e então ingressou na Universidade Harvard, onde se tornou membro do Phoenix S.K. Club, além de presidente da Associação de Investimentos de Harvard. Saverin vive em Singapura desde 2009 e é investidor-anjo de algumas empresas do ramo de tecnologia.

Jorge Paulo Lehmann lidera a lista dos mais ricos por seis anos seguidos, desde 2013. Em 2020 perdeu a liderança para o banqueiro Joseph Safra e no ano passado ficou atrás de Eduardo Saverin, mas manteve a segunda posição. Além de ser um dos proprietários da AB Inbev, Lemann também é sócio da G3 Capital, empresa de private equity, que controla redes como Burger King e Tim Hortons. O executivo é formado em economia pela Harvard e começou sua carreira profissional no banco Credit Suisse, na década de 1960. 

Marcel Herrmann Telles também é sócio da AB Inbev. O terceiro na lista de bilionários brasileiros atuou por muitos anos no mercado financeiro. Em 1989 assumiu a direção da cervejaria Brahma, colocou a casa em ordem, com forte redução de custos e, em 1999 comprou a Antarctica, criando, na época, a maior cervejaria das Américas, junto com os sócios Jorge Paulo Lehmann e Carlos Alberto Sicupira. A fusão, em 2004, com a cervejaria Belga Interbrew e a compra da norte-americana Anheuser-Busch, em 2008, fez surgir a Anheuser-Busch InBev, conhecida mundialmente como AB InBev, a maior fabricante de cervejas do mundo. 

Jorge Moll é presidente do conselho de administração da Rede D’Or São Luiz, uma das maiores companhias de hospitais do mundo. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jorge começou a atuar como cardiologista. Durante 26 anos desde 1977, Jorge administrou um grupo de clínicas de diagnóstico de imagem e um punhado de hospitais. Vendeu a sua rede para o grupo Fleury por R$ 1,19 bilhão em 2010 e usou esse capital para comprar hospitais em cidades como Rio, São Paulo, São José dos Campos Brasília, Recife, entre outras localidades. No início de 2021 ele chegou a figurar na terceira posição do ranking, mas ao longo do ano foi caindo para a quarta colocação. 

Carlos Alberto Sicupira  é um dos maiores investidores do país e domina a quinta posição do ranking de bilionários. Junto com Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles criou a 3G Capital. Seu primeiro investimento foi o IPO das Lojas Americanas, quando resolveu investir o dinheiro do Garantia, instituição na qual era sócio. O objetivo era transformar a empresa em algo lucrativo. Passados seis meses ele vendeu a posição e passou a ser conhecido como “o homem dos novos negócios”. Também é sócio da AB Inbev. 

Maiores investidores e fortunas do mundo 

Jeff Bezos é fundador da Amazon e, aos 57 anos, é o homem mais rico do mundo com uma fortuna acumulada de US$ 177 bilhões. Graduou-se em engenharia elétrica e informática pela Universidade de Princeton, em 1986. Antes de fundar a Amazon, trabalhou em Wall Street em uma variedade de campos relacionados de 1986 até o início de 1994. 

Elon Musk tem 49 anos e é dono da indústria de veículos Tesla. Ele acumula um patrimônio de US$ 151 bilhões. Além da Tesla, ele é fundador, CEO e CTO da SpaceX; vice-presidente da OpenAI, fundador e CEO da Neuralink e co-fundador e presidente da SolarCity. 

Bernard Arnault é presidente e diretor executivo da LVMH, maior empresa de artigos de luxo do mundo, e acumula patrimônio de US$ 150 bilhões. Arnault nasceu no seio de uma família de pequenos industriais. Ao encerrar os estudos, ingressou na função pública em Paris e optou pela carreira como engenheiro, iniciando-a na empresa Ferret-Savinel onde tornou-se presidente. Também foi presidente, ao longo da carreira, das empresas Financière Agache S.A. e Dior. Adquiriu os champanhes Moët e Krug e a casa Hennessy, de conhaques. Em 1989 tornou-se o principal acionista do grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), criando o primeiro grupo mundial do setor do luxo. 

Bill Gates é fundador da Microsoft e presidente da Fundação Bill & Melinda Gates, maior fundação de caridade privada do mundo. Seu patrimônio é de US$ 124 bilhões, de acordo com a Forbes. Gates tinha apenas 19 anos quando fundou a Microsoft em sociedade com Paul Allen. O primeiro produto comercial da empresa foi o Altair BASIC para o MITS Altair (Micro Instrumentation Tlemetry System), produzido no mesmo ano. Em 1980 a empresa deu um passo decisivo ao adquirir da Seattle Computer Products o sistema operativo 86-DOS. 

Mark Zuckerberg tem 36 anos e acumula fortuna de US$ 97 bilhões. É cofundador e atual CEO do Facebook, rede social mais acessada do mundo e que foi criada quando ele era estudante da Universidade de Harvard. Zuckerberg se formou em psicologia e Ciência da Computação.

Ativos reais

Como vemos, além de muito dinheiro, todos os bilionários brasileiros e estrangeiros que estão nesta lista são empreendedores e têm muito conhecimento acumulado dentro de suas áreas de atuação, além, claro, de bom faro para os negócios e ideias espetaculares.

Mas há um outro ponto que deve ser considerado e que vale para qualquer pessoa, com muito ou pouco dinheiro. Todos esses investidores sabem que não se deve colocar todos os ovos em uma mesma cesta. É preciso separá-los em diversas cestas porque, se uma cair no chão, só uma parte é perdida.

Essa é a melhor forma de reduzir os riscos. Todo bom investidor sabe disso e procura alocar parte de seus recursos em renda variável, que possibilita ganhos maiores, e outra parte em renda fixa, que proporciona mais segurança e menos volatilidade. Eles também procuram investir em ativos de diferentes segmentos. 

O que muita gente ainda não se deu conta é de que essa diversificação do portfólio de investimentos pode ser ainda mais ampla. Todos têm a opção, nos dias atuais, de aplicar recursos em ativos alternativos como precatórios, royalties musicais, obras de arte, recebíveis, entre outros. 

Os ativos alternativos são tão seguros quanto a renda fixa, mas rendem muito mais. Na outra ponta, são bem menos voláteis do que as aplicações de renda variada. 

Incluindo ativos alternativos em seu plano de diversificação você estará agindo de forma muito parecida aos homens mais ricos do planeta. E como a própria fortuna mostra, eles sabem o que fazem.

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