Especialistas em economia e finanças falam muito em curva de juros. Mas o que é isso exatamente?

Muita gente confunde com a taxa básica de juros, mas não se trata disso, embora haja um atrelamento entre um e outro.

Vamos pegar como exemplo um título de renda fixa. A curva de juros desse título é o gráfico com as taxas de juros pagas por ele em diferentes datas de vencimento.

Para ficar mais simples, funciona mais ou menos assim. Você aplica seu dinheiro em um determinado título de renda fixa e as regras são as seguintes:

Se você deixar o dinheiro aplicado por um ano ele terá rendimento de 0,5% ao mês, mas se você deixar a mesma quantia pelo período de dois anos, o retorno mensal passa a ser de 1%. Por três anos de 1,5% e por quatro de 2%.

É um percentual hipotético, apenas para efeito de explicação. Se você imaginar o traçado de um gráfico verá uma linha subindo continuamente porque nesse exemplo ele apenas sobe.

Vários fatores influenciam na curva

Obviamente que, no mundo real, a curva tanto pode se abrir, ou seja, ir subindo e se afastando de sua base ou diminuir e se fechar, aproximando-se de sua base. E isso acontece por diversas razões.

Os principais fatores que fazem a curva de juros subir ou descer são risco do tomador de recursos, o prazo do papel, a política monetária do país onde o título foi emitido e a expectativa do mercado para os juros básicos.

Quanto maior o risco que o título oferece, maior tende a ser o juro pago ao investidor. O motivo é simples, se a possibilidade de perder dinheiro é alta, então o investidor só vai arriscar se o retorno valer muito a pena.

E essa exigência de boa remuneração aumenta quanto mais longo for o prazo para pagamento.

A política monetária também tem forte influência. Atualmente, a política adotada pelo Banco Central é de aumento da taxa básica de juros com a finalidade de reduzir a inflação.

Ao aumentar a Selic, o Banco Central faz com que o crédito fique mais caro. Assim, o consumo tende a cair, forçando os preços para baixo.

A situação econômica do país onde o título foi emitido também tem peso na curva. Um país com alta dívida pública e com arrecadação menor que os gastos têm dificuldade para atrair investidores.

Dessa forma, ele precisa oferecer juros mais altos em seus títulos. Esse dinheiro que o investidor usa para comprar os títulos ajudará o governo a cumprir seus compromissos de curto prazo. Em troca, a remuneração atenderá as expectativas e anseios dos investidores.

Impactos no investimentos

Sendo assim, a curva de juros pode ser definida como a trajetória esperada para as taxas de juros. E essa expectativa varia constantemente, conforme o cenário econômico.

A curva de juros sempre impacta os títulos com maior componente pré-fixado como, por exemplo, o do Tesouro Direto que paga a variação do IPCA mais um percentual pré-estabelecido, daí o nome Tesouro IPCA+.

Já a Bolsa de Valores costuma ser impactada negativamente com o aumento da curva de juros. Ações de empresas do setor imobiliário são um bom exemplo, pois tais companhias necessitam de financiamentos de longo prazo para tocar suas obras.

Ativos alternativos

Uma forma de fugir dessa oscilação da curva de juros é investir em ativos alternativos. As gestoras que investem nesses tipos de ativos, como a Hurst Capital, conhecem o cenário do Brasil e o histórico de instabilidade. Os ativos incluídos em seus portfólios são aqueles que conseguem manter o desempenho independente do cenário.

No longo prazo, é possível ter uma rentabilidade mais atrativa do que manter o investimento em Bolsa no mesmo período. Consulte a Hurst e saiba mais sobre as operações com ativos reais disponíveis para você.