Que a rentabilidade dos investimentos em renda fixa despencou em 2020 não é novidade para ninguém. Mas o detalhe que algumas pessoas ainda não se atentaram é que a rentabilidade do Tesouro Selic 2025 já tem perdido para a poupança.

Quanto rendeu o Tesouro Selic em novembro de 2020?

No mês de novembro, a rentabilidade do título fechou em –0,01%, uma performance bem pior que a da Poupança, que hoje rende 0,12% e já não vive dias de glória há bastante tempo.

É claro que esse cenário poderia ser bem mais preocupante, como em setembro quando o Tesouro Selic 2025 registrou rentabilidade negativa, batendo os –0,46%.

Para quem pretende fazer o resgate na data prevista, nada muda: o rendimento ‘prometido’ pelo governo permanece o mesmo.

Entretanto, as quedas têm feito com que muita gente escolha retirar o dinheiro investido antes do prazo, mesmo com o cenário desfavorável.

Investidores têm migrado para a poupança

Números divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que, em outubro, 65,6% dos resgates antecipados foram do Tesouro Selic.

Com essa fuga dos títulos atrelados à Selic, o investidor com perfil mais conservador tende a recorrer aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), fundos DI e à boa e velha Poupança.

Um reflexo disso pode ser visto nos dados divulgados pelo Banco Central em novembro: somente no mês de outubro foram registrados mais de R$7 bilhões em novos depósitos em Poupança.

Se tratando de uma opção para a reserva de emergência, o investidor ainda tem a possibilidade de migrar seu patrimônio para contas digitais com rendimento diário de 100% do CDI.

Mas para quem investia no Tesouro Selic 2025 visando uma estratégia que englobasse rentabilidade no longo prazo e a segurança do risco do governo, as opções podem ser mais escassas.

Para onde fugir, então?

Precatórios federais: alternativa de longo prazo com risco do Tesouro Selic

Uma boa alternativa de investimento com foco no longo prazo e com o mesmo risco do governo podem ser os títulos públicos judiciais, mais especificamente, os precatórios federais.

Estamos falando de uma ordem de pagamento ligada a uma ação judicial movida por uma pessoa física ou jurídica contra um órgão público.

O precatório só é emitido na fase de trânsito em julgado do processo – ou seja, naquele momento em que não existe mais a possibilidade de recorrer da decisão do juíz.

A partir daí, o governo é obrigado a quitar aquela dívida e, por conta disso, o risco desse tipo de investimento quando envolve um órgão federal é o mesmo do Tesouro.

A única possibilidade de esse título não ser pago é caso haja um colapso da economia brasileira e o país quebre.

Atualmente, os precatórios federais estão sendo quitados com maior rapidez do que os estaduais e municipais e têm um prazo médio de dois anos.

Além disso, vale ressaltar que o governo federal não atrasa o pagamento de um precatório há mais de 10 anos – e isso diminui consideravelmente o principal risco de uma operação de títulos públicos judiciais, que é o atraso.

Investir em precatórios é relativamente simples.

No passado, era necessário que o investidor interessado encontrasse um credor interessado em ‘vender’ o seu título através da cessão do mesmo em cartório.

O investidor pagaria um valor abaixo do valor de face e, quando o precatório fosse pago, lucraria com a diferença.

Fintechs oferecem a chance de investir em precatórios com segurança

Esse tipo de transação, entretanto, envolvia uma série de riscos principalmente envolvendo o credor original.

Mas o surgimento de fintechs como a Hurst Capital, especializada nesse tipo de operação e com regulação e autorização da CVM, transformou o mercado e trouxe uma opção bastante rentável e de baixo risco para o investidor do varejo.

Hoje, não é mais necessário que o investidor interessado se envolva em burocracias e trâmites ou que possua o valor total do precatório – que muitas vezes está na casa dos seis digitos – para investir.

A Hurst escolhe a dedo o ativo, realiza uma due diligence profunda e detalhada a fim de mitigar o máximo possível todos os riscos do processo e origina a operação.

O investidor, por sua vez, investe em uma parcela desse título e recebe seus lucros assim que o governo realizar o pagamento.

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