Matéria da Forbes mostra os ativos alternativos sustentáveis como uma possível oportunidade para os investidores conseguirem descorrelacionar suas carteiras do mercado financeiro que sofre com o cenário econômico atual causado pelas instabilidades da Pandemia.

Veja abaixo o resumo com tradução livre do texto “In Times Of Crisis, Noncorrelated Assets Rise In Importance For Investor Portfolios”

A pandemia do Covid-19 forneceu mais evidências de que as crises prejudicam a percepção dos investidores quanto a qual tipo de investimento é “seguro” em uma desaceleração.

Nas últimas duas décadas, nossa economia passou por várias crises. E infelizmente as classes de ativos não correlacionadas acabaram se correlacionando devido a queda geral do mercado.

A Grande Recessão nos mostrou vários exemplos disso, pois os investidores ficaram surpresos ao ver tanto as ações quanto os preços dos títulos não governamentais diminuindo em conjunto. Sendo que o natural seria um compensar as perdas dos outros.

Ativos alternativos como saída da crise

E durante a atual turbulência, vimos vários tipos de ativos alternativos demonstrando pouca correlação em relação aos mercados mais amplos de ações e de renda fixa.

As parcerias limitadas no setor de petróleo e gás, por exemplo, foram afetadas pelo colapso dos preços do petróleo em todo o mundo. Assim como as propriedades comerciais como varejo e escritórios.

Isso se deve a uma série de fatores, incluindo a mudança da sociedade para uma cultura de home office, o fechamento de lojas físicas e estadias de aluguel como hotéis e pousadas localizados em muitas partes do país.

Como resultado, os investidores foram mais desafiados a encontrar classes de ativos não correlacionadas com o mercado em geral e que ofereçam diversificação com uma defesa mais forte contra a volatilidade.

 

Projetos de infraestrutura solar, eólica e outros projetos de infraestrutura de energia verde podem ser uma opção dentro das inúmeras alternativas de investimentos não correlacionados.

Estes investimentos alternativos fornecem aos investidores alguns benefícios que os investimentos tradicionais em energia não oferecem. A estabilidade da infra-estrutura da energia verde diante das oscilações econômicas fornece uma mercadoria fundamentalmente indispensável – a eletricidade.

Enquanto isso, embora as paralisações tenham reduzido a demanda de energia em uma escala global, a participação de fontes renováveis no fornecimento de eletricidade aumentaram. Isso porque a produção de fontes renováveis ​​não depende tanto da demanda quanto os métodos tradicionais.

Serviços públicos podem ser mais arriscados do que você imagina

Tradicionalmente, o investimento nos serviços públicos têm sido uma maneira de participar do setor de energia elétrica. Como os investidores têm visto nos últimos anos, eles também carregam riscos historicamente subestimados.

Por um lado, as concessionárias de energia geralmente possuem ou controlam o fluxo de eletricidade desde a geração até a distribuição para o consumidor final.

Essa integração pode ter seus benefícios, mas também abre portas para os riscos associados à geração, bem como para a necessidade de manter a infraestrutura de transmissão e distribuição que, se falhar, poderá causar consequências terríveis sérias como apagões.

Uma maneira de os investidores mitigarem os riscos inerentes aos serviços públicos é investir em empresas que se concentram na produção de energia, mas evitam a desvantagem da transmissão e distribuição, não participando desta segmentação do mercado.

A maioria desses produtores funciona com combustíveis fósseis, principalmente carvão e gás natural. Por outro lado, a energia solar, eólica e outros produtores sustentáveis ​​geram eletricidade com mínimo impacto ambiental. Para muitos investidores verdes, isso é suficiente para se ter preferência neste tipo de investimento.

Além do investimento em sustentabilidade

Além de sustentável, a infraestrutura de energia verde pode ser um bom investimento de uma perspectiva puramente financeira. Primeiro, os produtores de energia solar e eólica normalmente assinam contratos de longo prazo que exigem que suas contrapartes – principalmente empresas de serviços públicos, municípios e empresas – consumam a energia que geram e assim o preço é fixado.

Isso isola os produtores da queda da demanda entre os consumidores finais, que é um dos principais riscos que eles correm. Enquanto isso, em alguns casos, as instalações de energia verde podem ser construídas e operadas a um custo menor do que outras fontes de energia que são a base de combustíveis fósseis.

Construir uma usina solar ou eólica é mais montagem do que construção, é uma questão de selecionar e reunir os componentes certos e requer significativamente menos equipe para manutenção e operações.

O mais importante, os insumos para o combustível – luz do sol e vento – são gratuitos, enquanto os preços dos combustíveis fósseis estão sujeitos a oscilações do mercado.

 

Uma oportunidade de diversificar

Até agora, o século XXI mostrou que os choques de mercado acontecem com muito mais frequência do que “uma vez na vida”. A certeza é que, mais cedo ou mais tarde, outra crise surgirá após os desafios da atual recuarem.

E, embora os investidores nunca possam eliminar completamente os riscos, eles podem diversificar suas carteiras para proteger suas apostas. Como tal, vale a pena procurar na atual pandemia uma oportunidade para explorar novas possibilidades, incluindo os ativos alternativos sustentáveis.

Para ler a matéria completa, acesse:

https://www.forbes.com/sites/forbesfinancecouncil/2020/06/30/in-times-of-crisis-noncorrelated-assets-rise-in-importance-for-investor-portfolios/#82577dc5ba60

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