Carta de Grandes Gestores: Franklin Templeton fala sobre o panorama geral da economia e mostra o seu posicionamento

A carta de grandes gestores desta semana fala sobre o panorama geral da economia, seus resultados e o posicionamento da Franklin Templeton, gestora fundada em 1947, em Nova York e que também está presente no Brasil.

Leia os principais pontos da Carta logo abaixo:

Panorama Geral da Economia

Os mercados globais apresentaram desempenho positivo com a reabertura gradual de suas economias. Nos EUA, alguns estados
reportaram um aumento de casos de Covid-19, o que gerou temores sobre uma possível segunda onda de contaminações.

No entanto, grande parte do país já começou a retirar algumas das restrições de quarentena, permitindo uma abertura gradual do comércio. O Fed
(Banco Central dos EUA) implementou um robusto impulso monetário ao zerar a taxa de juros no país e anunciar programas de
compras de ativos de grandes proporções e, como consequência, os mercados reagiram positivamente.

No Brasil, o Banco Central cortou a taxa Selic para 2% ao ano. Os juros baixos são justificados pelos últimos números
do IPCA, com o indicador apresentando deflação de 0,38% no mês de maio. Para a totalidade do ano de 2020, espera-se inflação de
a cerca de 1%.

 

Situação da Economia no Brasil

O Brasil continua com um resultado fiscal frágil, ou seja, apesar de ter sido mitigado pelo bom resultado vindo da valorização do Dólar nas
reservas internacionais. O ambiente político melhorou significativamente, com uma aparente trégua entre o governo, o congresso e o
Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo decidiu abrir para diálogo e acatar indicações do chamado “centrão” para cargos de 2º e 3º escalão. Como resultado, com essa nova configuração, espera-se que o governo possa tentar retomar a agenda de reformas, que se tornou ainda mais importante devido à crise fiscal atual.

 

 

Estratégias atuais para os fundos de Renda Fixa e Multimercado da Frankiln Templeton

Em primeiro lugar, as principais estratégias atualmente são: aplicados em juros reais de longo prazo utilizando juros futuros como proteção e comprados em uma carteira de ações protegida por vendas com futuros de Ibovespa. Abaixo temos algumas considerações a serem pontuadas:

Moedas: iniciamos o mês sem posições ativas em moedas e utilizamos compras pontuais para hedge da carteira de NTN-Bs.

Juros: incrementamos a posição de NTN-Bs, adicionando ativos com vencimento em 2030. Continuamos mantendo os papéis de
2024, 2035 e 2050. A estratégia apresentou performance positiva no mês.

Inflação: em junho, diminuímos a posição de compra de inflação implícita a fim de deixar a carteira mais direcionalmente
comprada em juros reais. A estratégia de inflação apresentou resultado positivo e foi encerrada.

Bolsa: o índice Ibovespa apresentou recuperação em junho e a carteira de renda variável teve performance positiva. A estratégia
Equity Hedge teve desempenho negativo no mês, com as principais perdas vindo dos setores de commodities, industrials e
propriedades comerciais. Pelo lado positivo, os ganhos vieram majoritariamente das posições nos setores de comércio e
distribuição de combustíveis.

Operações Offshore: em junho, o fundo não teve exposição nas estratégias internacionais geridas pela equipe global da Franklin
Templeton.

 

Para ler a carta original acesse:

https://www.franklintempleton.com.br/download/pt-br/common/kc8vzt4u/2020-06-30-carta-mensal-rf.pdf

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