A busca por ampliação de patrimônio é um dos principais motivos que levam as pessoas a estudarem sobre as oportunidades do mercado financeiro. Nesse sentido, uma das relações que vale a pena conhecer é aquela que existe entre risco e retorno.

Explorar os dois conceitos é essencial para sua compreensão sobre o funcionamento do mercado e análise de alternativas disponíveis. No entanto, essa questão pode ser motivo para dúvidas — especialmente em investidores no início da jornada no mercado financeiro.

Quer saber mais sobre o tema? Neste artigo, você entenderá os conceitos de risco e retorno e como eles se relacionam no mercado financeiro.

Acompanhe a leitura!

 

Quais são os conceitos de risco e retorno no mercado financeiro?

Os termos “risco” e “retorno” estão entre os mais usuais do mercado financeiro.

O risco se refere às situações e aos cenários que podem impactar a performance de um investimento. Na prática, todas as alternativas do mercado financeiro estão expostas a essas ameaças em determinado grau.

Já o retorno representa o resultado que você atingiu ou espera alcançar com determinada movimentação. Caso o investimento tenha uma performance positiva, você pode obter lucros e rentabilizar o seu dinheiro.

 

Quais os principais riscos do mercado financeiro?

Agora que você conheceu os dois conceitos, é preciso destacar que há diferentes tipos de risco no mercado financeiro e cada um deles pode impactar sua carteira de uma maneira. Portanto, vale saber quais são as principais classificações.

Confira!

Risco de mercado

Para compreender o risco de mercado, é possível tomar como base o investimento em ações. Nesse caso, o investidor se torna um sócio da empresa quando compra esses ativos na bolsa de valores.

Assim, a carteira estará exposta à performance da companhia, que pode ser positiva ou negativa, e aos interesses dos investidores. Como resultado, os preços podem subir ou cair, conforme a lei de oferta e demanda.

O risco de mercado se relaciona com as condições do cenário que podem impactar o investimento. No caso do investimento em empresas, o mercado em que ela atua, a volatilidade econômica e o cenário político do país são fatores que podem afetar o desempenho delas.

Dessa maneira, o risco de mercado está associado aos diversos acontecimentos ligados ao mercado financeiro. Apesar de ser mais usual na renda variável, especialmente com ativos da bolsa, ele existe em todas as alternativas.

Risco de crédito

Outro risco comum do mercado é o de crédito. Ele mede a probabilidade de um tomador de crédito não arcar com seus compromissos financeiros. No mercado de investimentos, ele é mais usual na renda fixa.

Isso acontece porque as alternativas da classe funcionam como empréstimos. Quando os investidores aplicam em um título de renda fixa, eles disponibilizam seu dinheiro ao emissor. Ela, por sua vez, assume a obrigação de entregar a rentabilidade prometida na data de vencimento.

Então o risco de crédito existe quando há a possibilidade de o emissor que disponibilizou o título não cumprir com o acordo de pagamento. Nessa situação, o investidor pode ter prejuízos.

Risco de liquidez

A liquidez no mercado financeiro tem relação com a velocidade com que o investidor consegue transformar sua movimentação em dinheiro novamente. Sendo assim, quanto mais rápido for o resgate do investimento, mais líquida é a alternativa.

Nesse sentido, o risco de liquidez é a dificuldade que o investidor pode encontrar para acessar seu dinheiro em determinados cenários.

Por exemplo, imagine uma pessoa que precisa vender um imóvel de maneira emergencial. Como as negociações imobiliárias são complexas, principalmente por envolverem burocracias e altas quantias, é natural levar tempo até a concretização da venda.

Assim, essa pessoa pode não conseguir acessar o dinheiro com rapidez ou pode ter que dar descontos mais altos, até com prejuízos, para conseguir vender rapidamente. Caso contrário, ela corre o risco de não ter acesso ao capital necessário.

 

Afinal, qual a relação entre risco e retorno?

Chegando até aqui, você já descobriu quais são os principais tipos de risco do mercado financeiro. Assim, uma dúvida comum a muitos investidores do mercado é sobre como eles influenciam o potencial de retorno.

Essa relação existe porque quanto mais riscos você assume em determinadas movimentações, mais alta tende a ser o potencial de ganhos de uma alternativa. Dessa maneira, é comum ter que equilibrar os dois elementos para fazer movimentações conscientes no mercado.

Se você visar apenas o retorno, pode assumir riscos excessivos e lidar com perdas significativas. Já ao evitar assumir riscos e optar por investimentos mais seguros, seu potencial de ganhos será limitado. Logo, compreender essa relação contribui para a sua tomada de decisão e montagem da carteira.

 

Como cada investidor pode avaliar quanto risco deve aceitar?

Como você viu, existe um vínculo entre os riscos e o potencial de ganhos de um investimento. A seguir, será possível descobrir como avaliar a relação entre risco e retorno e como usá-la para montar a carteira.

Saiba mais!

Perfil de investidor

O primeiro passo necessário é avaliar o seu perfil de investidor. Ele é uma classificação dada aos investidores conforme à sua tolerância ao risco. Há o perfil conservador, moderado ou arrojado.

O investidor conservador, é aquele de baixa abertura ao risco e que prioriza a segurança. Já o perfil arrojado é o oposto, dando preferência para investimentos mais arriscados e com mais alto potencial de ganhos. Enquanto isso, o investidor moderado busca equilibrar ambas as características.

Objetivos financeiros

Também é preciso considerar os seus objetivos financeiros. Ou seja, os resultados que você espera alcançar ao investir, considerando o curto, médio ou longo prazo.

No geral, a compreensão sobre os objetivos será benéfica para sua seleção de alternativas. Para os objetivos de curto prazo, por exemplo, a liquidez é uma das características mais importantes. Entretanto, você pode abdicar dela em determinado grau para metas de longo prazo.

Diversificação da carteira

A diversificação é uma das principais estratégias para adotar e conseguir equilibrar os riscos da carteira. Ela se baseia em investir seus recursos nas diferentes alternativas do mercado, expostas a distintos riscos, para evitar a concentração da carteira em apenas um cenário.

Desse modo, eventuais perdas podem não afetar o seu portfólio como um todo. Além disso, a diversificação contribui para o aumento do potencial de retorno da carteira.

Ademais, vale a pena considerar investimentos alternativos nesse momento. Eles são oportunidades fora do mercado tradicional que podem entregar rentabilidades mais atrativas para o portfólio.

Esses ativos também são descorrelacionados das opções tradicionais, ajudando na diversificação da carteira. Assim, você pode mitigar parte dos riscos e ampliar o potencial de resultados da sua estratégia de investimentos.

Como você acompanhou, compreender a relação entre risco e retorno é importante para montar sua carteira de investimentos. Por isso, coloque em prática os conceitos que aprendeu para diversificar o seu portfólio.

Quer encontrar oportunidades fora do mercado tradicional e ampliar o potencial de retorno dos seus investimentos? Então conheça os investimentos alternativos da Hurst Capital!