As eleições no Brasil podem causar diversas mudanças no contexto econômico, político e fiscal. Com isso, é comum que o pleito altere o risco de determinadas oportunidades financeiras — e o investimento em precatórios costuma se tornar motivo de preocupação. 

Porém, é preciso entender qual é a relação deles com as eleições para compreender melhor os riscos envolvidos nos investimentos e os impactos que os períodos eleitorais trazem. Assim, será mais fácil identificar se essas alternativas estão alinhadas com sua estratégia.  

A seguir, veja qual é a relação dos precatórios com as eleições do Brasil e descubra o que avaliar antes de investir nessa opção! 

O que são e como funcionam os precatórios? 

O precatório representa uma obrigação de pagamento pelo poder público após uma sentença transitada em julgado. Isso significa que, nesse momento, o Governo já não pode recorrer da decisão na justiça.  

Para que um precatório seja criado, uma pessoa física ou jurídica deve ter ingressado na justiça contra o poder público e ter obtido uma sentença favorável. Em relação à esfera do Governo, os precatórios podem ser municipais, estaduais ou federais. 

Quais as vantagens e riscos para quem investe em precatórios? 

Após conhecer os precatórios, vale a pena entender o que significa investir em ativos como esses. Essa possibilidade existe porque os precatórios não preveem um pagamento imediato. Inclusive, a depender do orçamento público, a quitação do montante demora alguns anos. 

Como consequência, muitos detentores de precatórios optam por vender esses direitos de recebimento. Em troca, eles antecipam o recebimento do valor, descontando um deságio.  

Quem compra o precatório, por sua vez, recebe o valor completo quando o poder público realiza o pagamento. Assim, a diferença entre o que foi recebido e o que foi pago — além dos juros e correção do próprio título — resulta em lucros. 

Por essas características, os precatórios não são considerados investimentos convencionais. Ao mesmo tempo, esses ativos têm maior potencial de ganhos. 

Ademais, é importante considerar que os precatórios são ativos reais e, portanto, são considerados investimentos alternativos. Com isso, eles se comportam de modo descorrelacionado do mercado financeiro convencional, o que ajuda a diversificar e diluir o risco da sua estratégia. 

Porém, tenha em mente que existem riscos com esse investimento. O principal deles é o risco de demora em efetuar o pagamento.  

Além disso, pode haver um risco de liquidez. Dependendo da maneira como você investe em precatórios, pode ser mais difícil converter o investimento em dinheiro, caso você não queira esperar o pagamento do Governo.  

Por que eleições presidenciais geram insegurança nesses investidores? 

Como você viu, o investimento em precatórios tem diversos pontos positivos e alguns riscos que devem ser considerados, como o da liquidez.  

Nesse sentido, muitas pessoas se perguntam se um desses riscos é, com a mudança nos cargos executivos e legislativos, ocorrer a falta de pagamento por parte do Governo Municipal, Estadual ou Federal. 

As eleições aumentem a apreensão entre os investidores de diversos ativos, porém, em precatórios existe uma segurança maior.  

Afinal, há realmente algum risco com as eleições no Brasil? 

Apesar de as eleições aumentarem os temores sobre o investimento em precatórios, não é preciso se preocupar. Afinal, o calote nesses pagamentos implicaria em diversos problemas para o país e para a administração pública, de modo geral. 

Isso implicaria, por exemplo, em uma diminuição do rating do Brasil para investidores externos e não é um risco que o Brasil tende a correr. 

Nesses casos, a instabilidade poderia tomar conta do mercado, afetando outros investimentos, a inflação e a estabilidade do sistema. Por esse motivo, é comum que os entes públicos se organizem para fazer uma quitação contínua dos valores — ainda que ocorram atrasos ou parcelamentos.  

Em uma analogia, é o que também aconteceria no caso de calote dos títulos do Tesouro Nacional. Os títulos públicos emitidos pelo Tesouro servem para o Governo captar recursos para usar em seus projetos. Assim, eles se relacionam à dívida pública federal. 

Porém, se o Governo decidisse não pagar os investidores, é provável que ocorresse uma situação generalizada de caos financeiro. Em última análise, isso ameaçaria a estabilidade e o crescimento econômico do país. 

Como uma situação parecida poderia acontecer com os precatórios, é altamente improvável que ocorra o calote. Logo, não há motivos para esse tipo de preocupação ao investir em precatórios — em especial, nos tipos federais. 

Como investir em precatórios? 

Como você viu, o investimento em precatórios pode ser vantajoso, mesmo com as eleições — que podem não gerar impactos negativos. Nesse caso, se você quiser investir, convém começar analisando seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. 

É preciso que sua tolerância seja compatível com os riscos gerais dos precatórios, por exemplo. Também é essencial que suas metas financeiras se relacionem aos prazos desse tipo de investimento. 

Se as suas características forem adequadas aos precatórios, você deve procurar uma plataforma de ativos reais, como a Hurst Capital. Com a nossa estrutura, você poderá investir em precatórios estaduais ou federais e ainda conta com a tokenização desses ativos. 

Assim, caso queira se desfazer do investimento antes do vencimento, basta negociar os tokens por meio da nossa plataforma, conforme o preço praticado na data da venda. Dessa forma, você tem mais liquidez e consegue gerenciar melhor os riscos da sua estratégia. 

Neste artigo, você descobriu que, apesar dos receios, os riscos do investimento em precatórios não aumentam com as eleições no Brasil. Assim, se essa alternativa for adequada para a sua estratégia e para as suas características, é possível aproveitar esse investimento em sua carteira. 

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